quarta-feira, 19 de maio de 2021

CAFÉ COM LEITE


Na Boa Vista, é claro, nos antigamente, existia uma brincadeira de rua chamada do "pique". Dentre suas diversas modalidades, uma delas consistia em sortear alguns para pegarem os outros. Muito esconde-esconde e principalmente, muita correria. Um pouco bruto, às vezes.
Como as crianças menores insistiam em participar, por serem consideradas frágeis, através de códigos, eram consideradas "café com leite".
Resumindo, não poderiam ser levadas à sério, perseguidas, etc. Ficavam por ali imaginando que participavam da brincadeira.

Deu no "O Antagonista"

"Líderes do Centrão tratam Jair Bolsonaro como “café com leite” nesta brincadeira de conduzir o país em meio à pandemia da Covid e suas consequências para a economia. Em reservado, e não é de hoje, deputados e senadores do grupo político fisiológico do Congresso admitem a decisão de “ignorar” as falas do presidente."

Viver é Perigoso

MONICA - MOÇA BONITA


Viver é Perigoso

 

CANTINHO DA SALA

 

Ernest Ludwig Kirchner - 1909 - Senhora Sentada - Munique

Viver é Perigoso

A BAILARINA DE AUSCHWITZ




Chega uma época na vida em que você lê sem grandes esperanças de aprender algo novo. Não porque pensa que já sabe tudo, mas por birra, chatice e pirraça. Coisas da idade.

Aconteceu diferente quando li "A Bailarina de Auschwitz". Aprendi.

Edith Eger, filha de pais judeus húngaros e com 16 anos foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz. Nascemos no mesmo 29 de setembro, com o detalhe dela ter chegado 20 anos antes.

Uma sobrevivente. Hoje, com 94 anos, Edith é uma famosa psicóloga nos Estados Unidos.

Um dos momentos inesquecíveis de sua vida (se que pode chamar de vida) no campo foi quando Josef Mengele, o médico nazista, conhecido como o Anjo da Morte, disse a ela: “Dance para mim”.

O nome Auschwitz não será esquecido, sempre surgem novas histórias como essa da bailarina. Na verdade, o Holocausto não desaparecerá, foi a face mais cruel da condição humana.

Comentou o The New York Times : " Não consigo imaginar uma mensagem mais importante para os tempos modernos. O livro de Edith Eger é triunfal e deve ser lido por todas as pessoas que se importam com a própria liberdade interior e com o futuro da humanidade.

"A Bailarina de Auschwitz " - Edith Eva Eger - Editora Sextante 

Viver é Perigoso

ALUNOS DA HISTÓRIA


"Quando eu digo que a única coisa que a História ensina é que a gente não aprende nada com a História sou chamado de pessimista. Mas é difícil não pensar assim quando olhamos os erros que cometemos no passado e comparamos com os que cometemos agora. Parece que a História não é uma boa professora.

Na primeira metade do século 20, os recursos para tratar isquemia cardíaca eram limitados. Até que em 1939 o cirurgião italiano Davide Fieschi teve uma ideia que parecia promissora: na parte anterior do tórax, próximo do coração, há duas artérias chamadas mamárias. Como não fazem muita falta (tanto que até hoje são retiradas para pontes e restaurar irrigação cardíaca), Fieschi imaginou que amarrá-las poderia desviar o sangue delas para o coração, corrigindo a isquemia e sanando a dor. Três anos depois, ele viria a publicar resultados impressionantes: 75% dos pacientes experimentavam alívio significativo na dor, e um terço dos operados ficava completamente curado. A cirurgia de Fieschi passou então a ser realizada rotineiramente por quase duas décadas, aparentemente um sucesso.

Até que na década de 1950 um grupo de médicos americanos convenceu o National Institute of Health a financiar um estudo que colocasse a técnica à prova, comparando sua eficácia com uma intervenção inócua, a cirurgia placebo. E os resultados foram também assustadores: os pacientes que tinham as artérias amarradas e os que tinham o tórax aberto, mas não recebiam tal intervenção, relatavam a mesma taxa de melhora. Não fazia diferença. Para piorar, embora subjetivamente todos se sentissem melhor, medidas objetivas como o desempenho em testes ergométricos não mudavam em nada. Eles não estavam sendo realmente tratados.

Hoje fica claro que era resultado do efeito placebo. Ele não só convencia os pacientes de que tinham melhorado, como reforçava a impressão dos médicos de que a técnica era eficaz, o que perpetuou durante praticamente 20 anos a realização de um procedimento arriscado, caro e inútil.

Quem insiste em tratamento precoce para covid19 até hoje não é necessariamente burro ou mal-intencionado, mas se justifica apontando experiências pessoais, opiniões de especialistas, escolhendo ler apenas estudos pequenos que referendem o uso das medicações, deliberadamente ignorando a quantidade muito maior de estudos enormes que as contraindicam. E, para complicar, depois de passar um ano defendendo publicamente tal postura, muitos acharão impossível aceder às evidências e dizer para si e para os outros “Errei. Não sabíamos. Mudemos”. Mais uma vez, contudo, independentemente da sua resistência, o conhecimento prevalecerá e os kits covid serão totalmente abandonados.

É, talvez a História não seja uma má professora. É que nem sempre encontra bons alunos."

Daniel Martins de Barros - Professor da FMUSP (Estadão)

Viver é Perigoso

ANIMADOR



"Que a economia vai se recuperar, eu não tenho dúvida. A questão é quando e quem estará vivo até lá. "

João Carlos Brega - Presidente da Whirlpool (Brastemp e Consul)

Viver é Perigoso

MADEIRAAAAAA !

 

Viver é Perigoso