sábado, 1 de maio de 2021

CANTINHO DA SALA

                                              Margit Koretzová - 11 anos - Theresienstadt

Theresienstadt, foi um campo de concentração localizado na cidade de Terezin, hoje, na República Tcheca.

Em 10/06/40 a Gestapo tomou o controle de Theresienstadt e o transformou em campo de concentração, usado também como campo temporário de judeus europeus a caminho de Auschwitz.

Muitos judeus cultos foram aprisionados em Theresienstadt, e o campo foi noticiado pelos nazistas como um lugar de rica vida cultural – isso era apenas uma maquiagem para esconder o horror do lugar. Pelo menos quatro orquestras foram obrigadas a tocar no campo, assim como grupos e bandas de jazz. Muitas performances de palco foram produzidas por prisioneiros obrigados a agir assim para que uma face bonita do holocausto pudesse ser apresentada ao mundo. 

Alguns artistas proeminentes da Tchecoslováquia, Áustria, e Alemanha foram presos lá. Havia artistas, escritores, cientistas e juristas, diplomatas, músicos e professores. A maioria foi morta.

A comunidade em Theresienstadt tentou se assegurar de todas as crianças pudessem continuar sendo educadas. Apesar de os nazistas obrigarem todas as crianças prisioneiras acima de uma certa idade a trabalhar, ajudar nas artes era considerado emprego, e a educação das crianças continuou apesar do trabalho ou da atividade cultural. Ela atingiu cerca de 15 mil crianças, das quais menos que 100 sobreviveram ao fim da guerra.

O artista e professor de artes Friedl Dicker-Brandeis criou aulas de pintura para as crianças no gueto. Essa atividade resultou na produção de cerca de quatro mil pinturas infantis, que Dicker-Brandeis escondeu em duas malas antes de ser mandado para Auschwitz. 

Essa coleção foi poupada da destruição pelos nazistas e não foi descoberta durante uma década. A maioria destes desenhos pode ser vista no Museu Judeu em Praga. As crianças do campo também escreveram contos e poemas.

Cerca de 1.600 crianças judias foram mandadas de Theresienstadt para Auschwitz; nenhuma delas sobreviveu. Das 15 mil crianças que havia anteriormente, apenas 93 estavam vivas quando o campo foi libertado.

Viver é Perigoso


CLARIN DA BOA VISTA - EDITORIAL


Para os que estão chegando agora e se ajoelham e louvam e pedem bis ao golpe de 1964: Atentem, pois o golpe foi feito contra o governo instalado em Brasília. Aconteceu com total apoio dos jornais, revistas, rádios e tv, da igreja, dos governadores de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro e de parte das forças armadas.

Hoje, talvez sem conhecer a história, o pessoal que apoia o governo, compartilhando mensagens de ódio contra aqueles que se atrevem a fazer críticas óbvias, pedem a volta de 1964, que em acontecendo hoje, de de forma similar ao acontecido em 1964, seria contra o governo instalado.

O governo João Goulart em 1964, estava perdido, sem disciplina, sem rumo e com apoio limitadíssimo.

Erro crasso analisar acontecimentos internos sem levar em conta o cenário mundial. Em 1964, a URSS e a China, não tinham o poder econômico de hoje e tentavam exportar a ideologia comunista. Isso acabou. Hoje prevalece o capitalismo puro e poder do conhecimento.

Os comunistas de 1964 eram jovens estudantes idealistas na faixa de 18 a 25 anos. Sonhavam com igualdades e direitos utópicos. Foram liquidados.

Um golpe ou algo assim, longinquamente acontecendo, não seria coordenado pela chamada esquerda, mas sim pela extrema direita com o objetivo único de se perpetuar no poder.

Não acontecerá.

O único caminho sério e responsável é caminhar com a Constituição, que muitos, lamentavelmente, só conhecem de nome.

Viver é Perigoso

DIA DO TRABALHO

 

Viver é Perigoso