sexta-feira, 21 de setembro de 2018

NÃO ESCAPA UM


Fernando Henrique "Barrichello" Cardoso, como sempre, atrasado e em cima do muro, divulgou uma carta aos brasileiros:

Primeiro admite as besteiras feitas pelos políticos e partidos, dos quais ele faz parte de um dos principais:

"Os partidos têm responsabilidade nessa crise. Nos últimos anos, lançaram-se com voracidade crescente ao butim do Estado, enredando-se na corrupção, não apenas individual, mas institucional: nomeando agentes políticos para, em conivência com chefes de empresas, privadas e públicas, desviarem recursos para os cofres partidários e suas campanhas. É um fato a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos. A proliferação dos partidos (mais de 20 na Câmara Federal e muitos outros na fila para serem registrados) acelerou o “dá-cá, toma-lá” e levou de roldão o sistema eleitoral-partidário que montamos na Constituição de 1988. Ou se restabelece a confiança nos partidos e na política ou nada de duradouro será feito."

Depois vem amaciando, de certa forma, pregando que continue tudo como está. Composição política significa, no País, loteamento de cargos e divisão do butim: Já que o "picolé de chuchu" não decolou..

"Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado. Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar. Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem “eles” contra ”nós.  É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato."

Estamos lascados...

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre enche a boca para vomitar asneiras. Esqueça que boa parte do que está aí teve origem nos seus 2 governos. Um exemplo foi a maldita reeleição para cargos executivos , emenda na constituição promovida por ele que custou caríssimo e pagamos o preço político até hoje. Seu partido, como o PT tinha como meta permanecer 20 anos no poder na base das barganhas políticas. Para citar outro desastre da era FHC: a tão solicitada reforma da previdência. A emenda foi derrotada na câmara por falta de 1 voto. A carga tributária nos seus governos saltou de 27 para 38% do PIB. Para ele e outros como Sarney e Collor não vale a máxima de que ex presidentes devem viver no ostracismo com dignidade. Vista o pijama (de novo) FHC.

Edson Riera disse...

Pijama -

Talvez escape da condenação pelo Plano Real.

Zelador