quinta-feira, 15 de abril de 2021

JUÍZO MOÇADA !


No dia 11/4, o jornalista Victor Hugo Viegas Silva, publicou no site medium a seguinte reportagem. Hoje o jornal "O Estado de São Paulo" a republicou (resumida).
 
O “movimento” Médicos Pela Vida ficou famoso por ter lançado uma nota publicitária em mais de dez jornais no Brasil divulgando o “tratamento precoce” e um curso para médicos que quisessem se atualizar sobre o tema. Quem pagou? Não sei, mas no curso se respondeu outra pergunta: quem criou a plataforma do site e a base de dados?

Carlos Trindade, reitor da UniAlfa e CIO do Grupo José Alves, foi responsável pela parte em que se ensinou aos médicos como entrar na plataforma e diz com todas as letras que foram eles que criaram e atualmente administram a plataforma usando dados fornecidos pelo Conselho Federal de Medicina. 

Acontece que o grupo José Alves é um grupo empresarial que não é responsável apenas pela UniAlfa — um de seus grupos educacionais. Como é dito no site, desde 1977 esse grupo tem o seu setor farmacêutico que é a Vitamedic. Pra quem não lembra, a Vitamedic foi a empresa brasileira que lançou uma nota rebatendo a Merck quando esta se manifestou dizendo que a Ivermectina não era eficaz contra a COVID-19. Acontece que a Vitamedic produz e vende ivermectina. Não apenas isso. Mas trata-se do seu produto mais lucrativo em 2020.

A venda do vermífugo ivermectina saltou de R$ 44,4 milhões em 2019 para R$ 409 milhões no ano passado, alta de 829%. De acordo com a Valor Econômico: ““Segundo dados da consultoria IQIA, obtidos pela reportagem, a receita total da empresa (incluindo os descontos concedidos no varejo) cresceu 202,9% em 2020, para R$ 421,7 milhões, impulsionados pelo ivermectina”.

O Estadão procurou a Associação Médicos pela Vida para esclarecer qual é a relação da entidade com o Grupo José Alves e, por consequência, com a Vitamedic. 
A reportagem enviou perguntas sobre qual tipo de apoio foi fornecido pela empresa à associação e por que essa relação não foi declarada no site da entidade, como prevê o Código de Ética Médica. 
Também questionou se o grupo empresarial fez repasses financeiros à associação e aos seus integrantes. O Estadão perguntou ainda quem foram os financiadores dos informes publicitários publicados em jornais e dos outdoors. 
Nenhuma das perguntas foi respondida.

A assessoria de imprensa da associação prometeu na terça-feira, 13, que um dos coordenadores do grupo daria entrevista para esclarecer todos os temas e destacou que a associação “não tem nada para esconder”. Nesta quarta, porém, a entidade recuou. Por meio de sua assessoria, disse que os coordenadores haviam se reunido e decidido não se pronunciar sobre o tema.

A reportagem também tenta, desde segunda-feira, 12, contato com o Grupo José Alves para esclarecer o tipo de apoio dado à associação, mas não obteve retorno até agora.

Blog: Pois é...

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Copiaram a declaração diariamente usada no Planalto. A imprensa dá a notícia e completa: o palácio do Planalto questionado não quis comentar. Observador de Cena

Anônimo disse...

Youtubers precoces atenção: "O YouTube atualizou nesta semana as suas políticas para proibir vídeos que recomendem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da Covid-19. Canais que publicarem conteúdos que desrespeitem a regra terão o material removido e receberão uma notificação por e-mail. Se a infração se repetir, o envio de novos vídeos fica restrito por uma semana – a reincidência pode resultar na exclusão da conta." G1
Enquanto isso na terrinha gente sem juízo.......