quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

FAZ ESCURO


Faz escuro mas eu canto,

porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.

Thiago de Mello

Tive o privilégio de conversar com o admirado poeta, por mais de uma vez, em Manaus, no final dos anos 70, onde vivíamos. Não de poesia, mas de política.
Amadeu Thiago de Mello, simplesmente Thiago de Mello, amazonense de Barreirinha. É um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura, exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador.

No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França,  Alemanha Com o fim do regime militar, voltou à sua cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.

Viver é Perigoso

4 comentários:

Anônimo disse...

Prezado zelador e amigos principalmente os anônimos
Uma bênção irlandesa antiga, para vocês e cada um de sua família!
"Que o caminho seja brando a teus pés,
o vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
Deus te guarde na palma de sua mão."
Observador da cena

Edson Riera disse...

Observador de Cena

Tudo de bom para você e família. Grato pela sua companhia importante durante todo o tempo.

Abraço

Zelador

Anônimo disse...

Senhor Doutor Zela Dor!

Não sabia que a Vossa Excelência também viveu de política em Manaus, achava que era só em Itajubá.

Congratulações natalinas à Vossa Excelência e aos seus.

Edson Riera disse...

Companheiro do dia 24 às 21:01

Fui Diretor de uma empresa anglo-brasileira - BSR da Amazônia. Também diretor do Sindicato das Industrias Eletricas, Eletrônicas de Manaus. Fiz parte do grupo criado para cuidar da captação de recursos para a eleição do Gilberto Mestrinho, para governador, na primeira eleição direta para governador, depois da ditadura. Ele venceu.

Em sua juventude, a fama de conquistador rendeu-lhe o carinhoso apelido, entre os amazonenses, de "boto tucuxi": em referência à lenda do boto que engravidava as caboclinhas pelo interior do Amazonas. Leia o livro do Márcio de Souza "O boto Tucuxi".

Conversei diversas vezes com o Sr. Mestrinho. Numa deles, por horas, no Bar do Hotel Maksud Plaza em São Paulo. Ele esteve uma vez em Itajubá e promoveu um jantar no Club Bar para os estudantes amazonenses. Levou consigo a Miss Amazonas do ano, Hemengarda Junqueira, que conheci depois em Manaus, como importante colunista. Então, era casada com um engenheiro agrônomo de Três Corações, que se tornou amigo, Marcílio Junqueira.

É a vida...

Como dizem, o diabo sabe muito, não porque é esperto, mas porque é velho.

Zelador