sexta-feira, 31 de julho de 2020

CAPITÃO BOYCOTT

Capitão Boycott
Termo muito usado nos últimos tempos. Basta uma propaganda que contrarie algum grupo e desencadeiam propostas para boicotar um produto, uma empresa, um jornal e até emissoras de televisão. 

Como, imagino que todos saibam, boicotar é abster-se, é evitar, voluntariamente alguém, algum serviço, algum produto ou mesmo um local como uma forma de protesto. 

Mas, imagino também, que poucos saibam de onde veio o termo boicote.

O termo nasceu nas páginas do jornal “Times”, de Londres, em 1880, durante a cobertura do longo e rumoroso conflito político-trabalhista que tinha em seu centro Charles Cunningham Boycott (1832-1897).

Boycott era um capitão inglês reformado que administrava com pulso firme – firme demais, pelo visto – as terras de um nobre na Irlanda. Numa época marcada por violentos conflitos de classe, não demorou a ganhar fama de tirano.

O "gelo" a Boycott foi comandado pela Irish Land League, o sindicato dos trabalhadores rurais. O movimento se alastrou e, em pouco tempo, nenhum irlandês lhe vendia mais nada ou lhe prestava serviços de qualquer espécie. Até os carteiros aderiram.

A colheita nas terras administradas pelo odiado capitão foi feita – com atraso danoso – por trabalhadores trazidos de outras paragens e sob a proteção de centenas de soldados ingleses.

Poucos meses depois, sem ambiente, o boicotado Boycott deixava de vez a Irlanda para entrar na história – e nos dicionários. 

Viver é Perigoso

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