domingo, 17 de fevereiro de 2019

LIVRO, PRESENTE DE AMIGO


"Não esqueçamos jamais que as ideias são menos interessantes do que os seres humanos que as inventam, modificam, aperfeiçoam ou traem". François Truffaut

Gostando ou não, trata-se de uma parte da história. Eu sempre fui contra os pensamentos do Carlos Marighela e de seus métodos. Interessante ler (li em 2012) o livro Marighela - O guerrilheiro que incendiou o mundo, escrito pelo jornalista Mário Magalhães - 732 páginas.

Podem ler tranquilos. Ideologia não contagia.

Marighela, um mulato, neto de escravos, nasceu na Bahia em 1911. Proclamado inimigo público número 1 pela diadura, foi metralhado em São Paulo, pela repressão, na noite de 4 de novembro de 1969, na Alameda Casa Branca. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar - a Ação Libertadora Nacional.

Foi monitorado pela CIA e KGB. Viveu clandestino, articulou greves e conspirou revoluções. 

Marighela foi autor do "Minimanual do Guerrilheiro Urbano", guia que correu o mundo e foi cult nos anos 60 e 70. Traduzido para dezenas de idiomas e tido hoje como um clássico da literatura de de combate político.

Na vida do comunista Marighela aparecem coadjuvantes conhecidos no Brasil e no mundo: Fidel Castro, Getúlio Vargas, Che Guevara, Carlos Lacerda, Luiz Carlos Prestes, Carlos Lamarca, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Cândido Portinari, Joan Miró, Augusto Boal, Dias Gomes, Glauber Rocha, Jean-Luc-Godart e Luchino Visconti.

Como afirmou certa vez o temido Chefe de Polícia, Cecil Borer: "Cuidado, que o Marighela é valente".

Em tempo, não tenho a mínima vontade de assistir o filme, recentemente, lançado sobre ele. Aliás, em toda a vida, assisti pouquíssimos filmes que se igualaram aos livros que deram origem a eles. A série do "O Poderoso Chefão" e o "Tubarão", dirigidos pelo Copolla e pelo Spielberg, respectivamente. 

Viver é Perigoso

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