quinta-feira, 29 de março de 2018

SANTA SEXTA


Em priscas eras, já se dizia na Boa Vista, é claro, que rieira lembra frigideira.  Pronunciavam sempre com um "i" sobrando, como muitos ainda o fazem.
Razão: a paixão da família pela pescaria, comprovada pelo Rancho de Pesca Jaoca, idealizado pelo Avô Jayme Riera, às margens, do então piscoso Rio Sapucaí, pela bandas do Capote. 
Lembram-se do Bar Caçador e os famosos lambaris fritos do Carlos Riera ?
A bem da verdade, a família nunca se destacou pela apreciação dos peixinhos nadando livremente. Os linguarudos afirmam que até diante de um aquário ornamental, a turma vislumbrava uma bela fritada.
O instinto pescador atravessa gerações.
Apenas coincidência, mas mesmo de longe, dou conta da surpreendente notícia da liberação da pesca no Parque Municipal, das 7 ás 17 horas, na Sexta-Feira Santa, ou como diziam os mais antigos, Sexta Feira Maior.
Será permitida a quantidade máxima de 2 quilos por pessoa. Meu pai, o saudoso e grande pescador Zé Riera, iria fazer a festa: levaria na sua conhecida Kombi os onze filhos e poderia levar para casa 24 kgs de peixe.
Aliás, não tenho conhecimento sobre qual o tipo de peixe que dá pelas bandas do Pinheirinho. Traíra parece que tem. 
Só lembrando: Na família, em hipótese alguma era permitida a atividade pesqueira na Sexta-Feira Santa. Dia reservado. No máximo, era encarado um bacalhau ao forno, com o peixe sendo comprado no dia anterior no Armazém do Sô Bertino.
Dica: Leve uma varinha fininha e comprida de bambu, um rolinho de linha de nylon Grillon 0,20, alguns anzóis mustad, dos miudinhos, uma casquinha de estanho tirado do bico de uma garrafa de vinho (como chumbada), um quilo de farelo de milho para atrair os cardumes e um bolinho de angu feito com farinha de milho branco. Também um picuá  para manter os peixes capturados fresquinhos.

E apreciem a natureza.

Viver é Perigoso  

3 comentários:

marcos antonio de carvalho disse...


Zélador,
Simples: virou pesqueiro, numa época em que a grande maioria deles, criados a grande marcha para diversão barata (anos 90, por aí) fechou numa onda de quebradeira geral.
Ah! Os pesqueiros dessa época também tinham quiosques de comidinhas (muitos, comida japonesa), de podrões, pista de caminhada, banheiros limpos. Só faltavam as pistas de kart-ninguém-é-perfeito.
Ô vida, ô azar, diria a tartaruga Dum-Dum.

Edson Riera disse...

Marcos -

Pesqueiro Tecnológico.

Zelador

Anônimo disse...

Caro E.R

Faz tempo que eu não dou um pitaco neste site.Mas agora gostei da sua explicação sobre o tipo de peixe que existe no lago.
Trairá está sendo criada também no lago da Praça principal da cidade.
Um grande abraço e uma Pascoa cheia de paz e saúde pois o resto a gente consegue controlar.

Virgílio de Oliveira Machado e para os amigos mais chegados 'VEIO".