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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

FAZ SENTIDO




Jair Bolsonaro tirou Lula da cadeia e, agora, prepara-se para passar-lhe o trono. Lula é o 05, o verdadeiro e único herdeiro do sociopata.

A apoteose do bolsonarismo ocorreu nesta semana. 

Enquanto Michelle Bolsonaro, no Palácio do Planalto, condecorava Dias Toffoli por seus préstimos à corte, Lula comemorava a cartinha com a qual seu corruptor confesso, Léo Pinheiro, inocentava-o de seus crimes, certamente apavorado com o fato de que, daqui a um ano e meio, o vingativo Lula estará de volta àquele mesmo Palácio do Planalto em que Michelle Bolsonaro condecorava Dias Toffoli – que, aliás, também foi delatado por Léo Pinheiro.
Diogo Mainardi

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

 


Um velho maltratado e triste: um desenho do pintor Vincent van Gogh, pertencente a uma coleção particular holandesa, é exibido pela primeira vez a partir de quinta-feira (16) no Museu que leva seu nome em Amsterdã.

É a primeira vez que este desenho vê a luz (pública). Até agora nunca havia sido exibido em lugar nenhum. Vem de uma coleção particular holandesa onde está há muito tempo. 

É um pequeno esboço ou estudo feito a lápis em 1882, que ficará em exibição até o próximo dia 2 de janeiro, quando o desenho voltará ao acervo da família que o cedeu temporariamente ao museu.

Um desenho semelhante do artista faz parte da coleção do próprio museu sob o título "Camponês Angustiado". Representa, como este desenho exibido pela primeira vez, um velho camponês sentado numa cadeira de madeira, inclinado para a frente e segurando a cabeça com as duas mãos.

Viver é Perigoso


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

TERMINOU EM SAMBA



O Brasil já chegou a importar até mesmo camelos da África na ação contra a seca no Nordeste. No dia 24 de julho de 1859, um barco francês que vinha de Argel desembarcou em Fortaleza 14 camelos e quatro argelinos, contratados para tratar os animais e ensiná-los a trabalhar na região. Responsáveis pela ideia, o barão de Capanema e o poeta Gonçalves Dias tinham sido encarregados por D. Pedro 2º de encontrar soluções para a seca.

A circulação de mercadorias no Nordeste era feita em lombo de burro ou em carros de boi. Com a seca, os animais morriam, e o comércio parava. Mais do que o comércio, a morte dos animais interrompia toda a ligação entre o sertão e o litoral.

Capanema e Dias convenceram o governo imperial a substituir o boi e o cavalo por camelos, animais de carga mais resistentes à fome e à sede.

Mas os camelos não resistiram à seca do Nordeste.

Em 1995, a Imperatriz Leopoldinense apresentou no Sambódromo o samba "Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube lá no Ceará". A Escola de Samba ganhou o apoio do governo do Ceará, que doou R$ 200 mil.

O carro alegórico "Viva o Jegue", com vinte jumentos artificiais, encerrou o , com as atrações, o cantor Fagner e o humorista Renato Aragão, ambos cearenses. Como madrinha da bateria, a modelo Luíza Brunet.

Viver é Perigoso

ÊPA !



Qual a sua avaliação sobre o desempenho do Paulo Guedes?

Elena Landau

É a mesma avaliação de sempre, de 30 anos atrás, 2018 e hoje. Ele é uma pessoa completamente inábil e sem nenhuma noção da realidade. É um economista de palestra. Nada do que está acontecendo me surpreendeu.

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA


Afeto, como forma de tratamento. 

Nise da Silveira, nascida em 1905 em Maceió. Formada em 1931 na Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a única mulher numa turma de 157 alunos. Foi uma médica psiquiatra brasileira. Reconhecida mundialmente por sua contribuição à psiquiatria, revolucionou o tratamento mental no Brasil. Foi aluna de Carl Jung. Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina.

Casou-se nessa época com o sanitarista Mário Magalhães da Silveira, seu colega de turma na faculdade. Mudaram para o Rio de Janeiro, onde teriam mais oportunidades de trabalho.

Na então capital do Brasil, Nise se engajou nos meios artístico e literário, voltados para área médica, com diversas publicações dos avanços da medicina.

Dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, manifestando-se radicalmente contra as formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.

Um dos tratamentos desenvolvidos por Nise da Silveira foi a expressão dos sentimentos pelas artes, especialmente em pinturas. Além da arte, o contato com cães e gatos também foi um dos tratamentos introduzidos por Silveira no Brasil. Os pacientes podiam cuidar dos animais que estavam nos espaços abertos do centro, estabelecendo vínculos afetivos.

Durante a Intentona Comunista (1935), denunciada posse de livros marxistas, foi levada ao presídio Frei Caneca por 18 meses, período em que conheceu no presídio a revolucionária Olga Benário e o autor alagoano Graciliano Ramos. Este chegou a mencioná-la na obra Memórias do Cárcere.

De 1936 a  1944 permaneceu com seu marido na semi-clandestinidade, afastada do serviço público por razões políticas. Em 1944 foi reintegrada ao serviço público e iniciou seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro, onde retomou sua luta contra as técnicas psiquiátricas que considerava agressivas aos pacientes.

Nise da Silveira estudou no "Instituto Carl Gustav Jung" em dois períodos: de 1957 a 1958, e de 1961 a 1962.

Nise, tomou o barco em 1999. 

Assista na Netflix o filme “Nise - O coração da Loucura”, dirigida por Roberto Berliner e estrelada pela atriz Glória Pires.

Por oportuno, a Dra. Nise foi homenageada com sua imagem pintada no, agora famoso, Muro da Unifei.

Rogamos para que o pessoal local, extremista de direita (ou algo assim), que faz campanha para que a imagem do educador Paulo Freire seja apagada do mesmo muro, não descubra o passado comunista da Dra. Nise da Silveira, por que senão...

Tempos estranhos.

Viver é Perigoso 

MOMENTOS MÁGICOS


Imperdível, a cena mágica do filme "Cry Macho - O Caminho para a Redenção", do Clint Eastwood (como ex-campeão de rodeio) e a viúva . Estreando nos cinemas.

Eydie Gormé e Trio Los Panchos, álbum Amor, lançado em 1964.

Tanto tiempo disfrutamos de este amor
Nuestras almas se acercaron tanto así
Que yo guardo tu sabor
Pero tú llevas también sabor a mí

Si negaras mi presencia en tu vivir
Bastaría con abrazarte y conversar
Tanta vida yo te di
Que por fuerza tienes ya sabor a mí

No pretendo ser tu dueño
No soy nada, yo no tengo vanidad
De mi vida, doy lo bueno
Soy tan pobre, ¿qué otra cosa puedo dar?

Pasarán más de mil años, muchos más
Yo no sé si tenga amor la eternidad
Pero allá, tal como aquí
En la boca llevarás sabor a mí

No pretendo ser tu dueño
No soy nada, yo no tengo vanidad
De mi vida, doy lo bueno
Soy tan pobre, ¿qué otra cosa puedo dar?

Pasarán más de mil años, muchos más
Yo no sé si tenga amor la eternidad
Pero allá, tal como aquí
En la boca llevarás sabor a mí

Viver é Perigoso

NOSSA CASA SANTA

 

Viver é Perigoso

ALDEIA NEWS



Recebemos ontem um áudio (não identificado) de uma pessoa, num estilo bem atual, comentando sobre um "movimento" para apagar do muro da Unifei, a figura do educador Paulo Freire, que lá se encontra, com importantes companhias.

Imagino, que como a protagonista do áudio, que não conheço, também não sabe sobre o Professor Paulo Reglus Neves Freire, nascido em 1921 no Recife e que tomou o barco em São Paulo em 1997.

Educador e filósofo brasileiro, considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial. É também o Patrono da Educação Brasileira.

Em tempo, chama-se de educador quem ensina o aluno a questionar, ter raciocínio lógico, senso crítico, dialogando para ampliar o conhecimento de ambos.

Foi o brasileiro mais homenageado da história, com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América; e recebeu diversos galardões como o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz em 1986. Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a Lei nº 12.612, que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.

Sobre o momento estranho que atravessamos no Brasil, muito embora ainda estejamos há longa distância disso, vem a lembrança o termo "o ovo da serpente".

Utilizado de há muito como termo para expressar o “prenúncio do mal” ou o “mal em gestação”, “O Ovo da Serpente” é também um dos mais impressionantes filmes de Ingmar Bergman, que como ninguém retratou em linguagem cinematográfica a república de Weimar ou os anos que antecederam o advento da Alemanha nazista.

Bergman, ao exibir situações do cotidiano presentes na história daqueles tempos, demonstrou, com precisão matemática e habilidade artística invejável que, a um observador atento, já era possível vislumbrar nos acontecimentos que se desenvolviam nos anos 20 o nascimento do Nazismo.

Resumindo: Que pessoa gente com pensamento semelhante, respeitosamente, vá catar coquinhos.

Viver é Perigoso