domingo, 25 de fevereiro de 2018

DISSERAM:


"Eu também não sou um homem livre. Mas muito poucos estiveram tão perto."

Millôr

Viver é Perigoso

PORQUE HOJE É DOMINGO



Ponte sobre águas revoltas

Quando você estiver exausta
Sentindo-se insignificante
Quando as lágrimas estiverem em seus olhos
Eu enxugarei todas elas

Eu estou ao seu lado
Oh, quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos não mais puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Quando você estiver chateada
Quando você estiver na rua
Quando a noite descer pesadamente
Eu a confortarei

Eu a ajudarei
Oh, quando a escuridão vier
E a dor estiver por perto
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Continue a viver em brilho
Continue vivendo
Sua hora chegou para brilhar
Todos os seus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
E se você precisar de um amigo
Eu estarei logo atrás
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente
Como uma ponte sobre águas revoltas
Eu acalmarei sua mente

Blog:
A inspiração inicial para Bridge Over Troubled Water veio de uma canção gospel, Oh, Mary, Don’t You Weep, do grupo Swan Silvertones, mais precisamente da frase “I’ll be a bridge over deep water if you trust my name”, e a letra de Simon segue a mesma linha: o amigo pronto a ser “uma ponte sobre águas turbulentas” a qualquer hora que seja necessário. 

A canção me foi apresentada pelo amigo, colega de turma e primeiro da classe, Carlos Ribeiro, o nosso Carlão, do Morro Chic, no início de 1970.

Viver é Perigoso

EM OUTROS TEMPOS


O Blog, por razões óbvias, se distanciou do Face, onde vez por outra aparecia nas linhas do Edson Riera. Passando hoje por lá, deparei com as lembranças publicadas há 6 anos, dia 25/02/2011. Realmente os tempos eram outros e fica comprovado, que burramente, algumas pessoas não mudam.

Viver é Perigoso no Rádio

O zelador foi convidado para falar do "viver é perigoso" e também sobre outros assuntos, amanhã, às 11:30, no Programa Itajubá Notícias da Futura FM, sob a direção do Rodrigo Marques.
O zelador não foi convidado oficialmente e por escrito. Bastou um simples telefonema e a sua presença na terrinha.
Dê um chapéu no seu chefe e sintonize no www.futurafm.com.br
Mande seu respeitoso questionamento, conforme já combinado, pelo email roma@futurafm.com.br
Os anônimos poderão participar, mantendo a condição.
Até lá 

Comentários publicados, na ocasião, no Blog: 

1 - Anônimo disse...

Êêêê!
Anônimos agora terão voz literalmente, vamo lá cumpanherada!
24 de fevereiro de 2011 23:26
 
2 - Anônimo disse...

Edson,
A Radio Futura é um Show de democracia.
Esse é o caminho para resolver todas as questões.
Felicidades na entrevista que não perderei por nada.
24 de fevereiro de 2011 23:55

3 -  Wartão disse...

Zé, veja uma pergunta feita ao criador do Wikileaks, Julian Assange e a sua resposta:

Pergunta: Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações pela mídia?
Resposta: A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Mas se a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como também os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos.
Moral da história: A midia, desde que isenta de paixões politicas é imprescindível para a democracia e para uma governabilidade boa.
Estaremos atentos à sua entrevista na FM Futura.
25 de fevereiro de 2011 09:43

4 -  Anônimo disse...

Lealdade a verdade é muito perigoso.
Boa entrevista,,,,gostei.
25 de fevereiro de 2011 14:55 

5 -  Anônimo disse...

Agora que o Ulisses arranjou um mandatozinho aí (que me diz minha experiência de vida deve ser o primeiro e último porque ninguém se equilibra tanto tempo na aba do chapeu de um federal assim)Mas bom, agora que o Ulisses tá em evidência, todo mundo gosta dele! Até o zelador, que disse isso na futura. Menos gente, menos...
25 de fevereiro de 2011 15:29

6 - Edson Riera disse...

Anônimo,
Tenho um relacionamento amigável com o Ulisses há uns 10 anos ou mais. Quase sempre divergindo nas ideias,mas sempre nos respitando. 
Se não tivesse o meu candidato a Dep. Estadual, poderia muito bem ter votado nele, como já votei no Laudelino no passado.
Edson
25 de fevereiro de 2011 15:39

 7 - Anônimo disse...

Parabéns pela entrevista a vc e ao RM.,
Chico
26 de fevereiro de 2011 13:50

É a vida...

Viver é Perigoso

IMPOSTO DE RENDA

Viver é Perigoso

sábado, 24 de fevereiro de 2018

FASCINAÇÃO



Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Rufino Tamayo - Perro de Luna 1973
Rufino del Carmen Arellanes Tamayo, simplesmente, Rufino Tamayo, pintor mexicano nascido em Oaxaca, em 1899.

Considerado um dos pintores mexicanos de maior importância do século XX, ao lado de Rivera, Siqueiros e Orozco.

Tomou o barco em 1991, na Cidade do México.

Viver é Perigoso

ELOQUÊNCIA SINGULAR


Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa? — ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticóide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito de desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

Fernando Sabino

Viver é Perigoso

ANIVERSÁRIO DO PT

Viver é Perigoso