segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

ERA DO RÁDIO


No último sábado (13) comemorou-se o Dia Mundial do Rádio. Data importante. Para nós que estamos nas vésperas de receber a esperada vacina (por idade, é claro) o rádio fez e faz parte da vida.

Momentos inesquecíveis e outros "melhor esquecer). Os inesquecíveis foram na área do futebol, com o tricampeonato carioca do Flamengo em 1955. A conquista da Copa do Mundo em 1958 e 1962 (a tv só transmitia o video-tape dos jogos no dia seguinte).

O rádio assustava quando soava a música-padrão de Edição Extra. Boa coisa não vinha. 

A lembrança mais profunda que tenho do rádio, foi em setembro de 1952. Véspera do meu aniversário de 5 anos e o  rádio deu que o cantor, então o mais popular e amado do País, havia morrido em um acidente de carro em Pindamonhangaba. Chico Alves.

Em agosto de 1954 o Brasil parou com a notícia da morte do presidente Getúlio Vargas. Lembro-me de pessoas chorando nas ruas e da tristeza profunda dos meus avós maternos, que mantinham, em posição de honra, na parede da sala da casa onde viviam, no Morro Chic, é claro, uma foto do sorridente Getúlio.

Tristeza nacional em agosto (sempre agosto) de 1955 com o Repórter Esso, em edição extra, anunciou o falecimento da cantora Carmem Miranda, ocorrido nos EUA.

No rádio da Kombi, que já dirigia aos 16 anos, em 1963, a terrível notícia do assassinato do Presidente John Kennedy. Na ocasião, já admirado pela moçada. 

Mas a noticia que abalou prá valer, foi dada na noite de 13 de dezembro de 1968. 

Estudando para o vestibular de engenharia que aconteceria dentro de três semanas e como sempre, com o rádio ligado, a voz do locutor Alberto Cury invadiu o quartinho de estudo e anunciou, pausadamente, a chegada da escura noite que cobriria o País por vários anos. 

Foi lido o Ato Institucional nº 5. O famigerado AI-5, que suspendeu toda a liberdade. Muito significou para um jovem de 21 anos e já com sonhos políticos. Naquele momento foi implantada a ditadura. De 31 de março de 1964 até aquela noite, tínhamos apenas um regime forte e, acreditávamos, transitório.

Quem viveu e sonhava sabe bem o que aconteceu.

Viver é Perigoso 

2 comentários:

Anônimo disse...

Saudades do Mafra, Chico Vasconcelos, é a terrinha ja teve momentos de glórias , hoje não existe jornalismo, q pena.

Anônimo disse...

Saudosismo noveleiro: Jerônimo o Herói do Sertão, Anjo, Cavalheiro Negro. Programas de auditório com César Ladeira e Paulo Gracindo, humor Balança Mais não Caí na Nacional Saudades da Roquete Pinto e da Mairink Veiga.