sábado, 3 de outubro de 2020

ATIBAIA - HISTÓRIAS


Pois é...a aprazível e próspera Atibaia é sempre citada nos jornais por motivos que seriam melhor se esquecidos.

Os episódios Sítio do Lula e Casa do Queiroz se tornaram de pequena monta, quando se lembram do ex-oficial da SS Gustav Franz Wagner, que foi subcomandante do campo de extermínio de Sobibor, na Polônia.

História complicada:

Com o fim da guerra, o nazista, chamado de "a besta de Sobibor" fugiu para Roma de onde  emigrou para a Síria, onde viveu por anos. Chegou ao Rio no navio "Conte Grande", em 12 de abril de 1950, com visto do consulado brasileiro em Beirute, no Líbano, e foi parar em Atibaia. 

Casado com uma alemã, ele viveu no sítio herdado da família dela, sem ser incomodado até 1978, quando o austríaco começou a ser procurado graças ao relato do seu antigo chefe, o oficial da SS Franz Stangl (ex-comandante dos campos de extermínio de Sobibor e Treblinka, preso no Brasil em 1967, quando trabalhava na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo). Stangl havia revelado que Wagner estava no Brasil, mas foram anos até que o seu ex-auxiliar fosse procurado no país.

No dia 30 de maio de 1978, Franz Wagner se entregou ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em São Paulo, quando soube que estavam em seu encalço. Negou sua participação em Sobibor, alegando que era um agente da Gestapo, a polícia secreta nazista. 

Foi desmascarado. 

Quatro países pediram sua extradição: Alemanha, Polônia, Áustria e Israel. O Brasil (STF) disse "não" a todos. De acordo com a justiça brasileira, os crimes de Wagner deveriam ser tratados como "homicídio qualificado" e que, portanto, já estariam prescritos em 1978. O nazista, então, ganhou de volta sua liberdade.

Após a decisão, em liberdade, o nazista voltou para o seu sítio em Atibaia, onde se suicidou no dia 4 de outubro de 1980.

Viver é Perigoso 

Um comentário:

Anônimo disse...

suicídio??? Sinto cheiro do Mossad aí..