domingo, 27 de outubro de 2019

POIS É...


Vez por outra é interessante olhar para trás e ver onde equívocos foram cometidos. É o caso da absurda interrupção do Projeto Tecnópolis, desenvolvido pelas forças vivas municipais no final dos anos 90, quando da primeira administração Chico Marques.

Foi um momento único, quando tudo o vemos agora em termos de desenvolvimento baseado na ciência e tecnologia. Itajubá se preparando para o grande salto e por razões políticas teve interrompida sua corrida.

O resultado aí está. Tentativas de buscar o tempo perdido. Impossível de acontecer. Resta-nos tentar amainar as inexoráveis perdas.

Escrevendo após ouvir (dica de um comentarista anônimo) a entrevista do Professor Dagoberto Almeida, Reitor Professor da nossa Escola no Programa Jovem Pan News, ao jornalista Augusto Nunes.

O tema não poderia ser outro (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento). 

Duro ouvir o Senhor Reitor afirmar, e com toda a razão, que tecnologia é uma questão de Estado e não uma questão de Governo. Óbvio ululante, diria o Nelson Rodrigues.

Não podemos jamais deixar acontecer a tragédia ocorrida Itajubá, quando o extraordinário Projeto de Desenvolvimento Itajubá -  Tecnópolis, foi tratado como um projeto de governo, no caso, da administração Chico Marques, e não como um projeto de desenvolvimento do município e região.

Foi bruscamente interrompido pelo grupo que se encontra desde então à frente do governo local.

Impossível de se seguir adiante nesses tempos. Ainda bem que professores da nossa Escola e empresários da cidade convenceram os administradores públicos sobre a necessidade dramática de um retorno ao caminho abandonado. 

Resumindo: Todos caíram na real. Aí estão as iniciativas, recentemente, tomadas.

Seguem com dificuldade, por paradoxal que seja, por falta de forte apoio político externo. 

Não sei em que Fórum, mais um dia terão que prestar contas sobre o assassinato do Projeto de Desenvolvimento.  Com certeza, no interior de suas consciências.

É a vida...

Viver é Perigoso  

7 comentários:

Anônimo disse...

Consciência?esse povo só tem uma consciência ...dinheiro no bolso e pão e circo pro povo ....

Anônimo disse...

Consciência?esse povo só tem uma consciência ...dinheiro no bolso e pão e circo pro povo ....

Anônimo disse...

Grande Saulo Germinianni! 🤔

Anônimo disse...

A Itajubá Tecnopolis foi um projeto de governo (ou de estado, se preferir) que nao saiu do papel.
Eram palavras bonitas, plantas futuristas e só.
Nao vejo culpa.
Apenas nao era o momento.
Houve um pouco de arrogancia daqueles que queriam "ensinar o povo a votar" e criar - de cima para baixo - um novo modelo economico local.
Itajuba Tecnopolis era elitista e sonhada entre queijos e vinhos.
Nunca iria florecer.

Agora a coisa esta brotando.
Nao é por conta da Unifei, nem da Prefeitura.
O que gera tudo isso é a ambição pessoal dos estudantes e um novo momento da juventude, que sonha em ficar rica e nunca ter patrão.

É um erro pensar que a "Piramide de Queops" foi construída por Queops.
O faraó é apenas o defunto que a habita e lhe dá nome.
A historia e as mudancas sao construidas pelo trabalho de muitos anonimos.

Anônimo disse...

Ainda que o projeto pudesse ser exitoso, a crítica apenas aos membros da gestão municipal é injusta.

Não se pode esquecer que o grupo que atualmente controla a Unifei se elegeu com discurso de oposição ao ex-Reitor Renato Nunes e engavetou todo o projeto.

Em verdade, então, houve uma conjunção de fatores, que, democraticamente, inclusive, levaram ao fracasso do projeto.

Nem se pode deixar de atribuir responsabilidade às gestões de outrora que não souberam divulgar os efeitos do projeto, não tendo seus projetos de poder sido eleitos pelo povo, que, ou não entendeu ou não gostou das ideias.

É importante não subestimar a inteligência e a percepção dos eleitores que, ao fim e ao cabo, são quem decide o que vai e o que não vai adiante.

Anônimo disse...

Queops, você sabe tudo do assunto que até parece que não sabe de nada do que aconteceu.

Anônimo disse...

Perfeita análise. Esse projeto apesar dos méritos, não conquistou apoios. observador da cena