sexta-feira, 13 de setembro de 2019

VERDE QUE TE QUERO VERDE


Conversei ontem com um bom amigo engenheiro e homem conhecedor, mesmo de longe, das questões que afligem a terrinha.

Inevitavelmente a conversa veio para a estagnação no desenvolvimento industrial que acontece na cidade nos últimos sete anos. Comentou-se sobre o risco de acontecer o agressivo e desnecessário aterro da várzea do Ribeirão Piranguçu, constante do Projeto do Plano Diretor em análise na Câmara Municipal e item de interesse do Sr Prefeito.

Falou-se da Emenda apresentada pelo Vereador Independente Santi que não aprova o famigerado aterro. Deve ir para o voto e aí o Executivo Municipal deita e rola.

Logico e certo que os vereadores (dependentes) Molina, Kener, Renato, Silvestre (não vota por ser presidente), Melo, Vladimir, Zé Maria e Zé Pequeno, votam olhando para o Centro Administrativo, ou seja, favoravelmente ao aterro. Sete votos fechados. Esqueçam desse pessoal.

Os vereadores Independentes, Santi, Cleber, Jorjão, Krauss e Zambrana, são defensores do óbvio e votam contra o aterro e a séria perspectiva de prejudicar a Mahle com inundações decorrentes da abrupta intervenção. São cinco votos garantidos.

O Vereador Fabrício já declarou-se oficialmente a favor da Emenda Santi, contrária ao tal aterro. Completa os lúcidos seis votos.

Por coerência com posição assumida em passado recente, os Independentes contam com o possível voto do Vereador Joel da Guadalupe. Seriam sete os votos contrários ao aterro.

Como será necessário outros dois votos, todos sonham com os votos consciente do Vereador Wilson, que tem demonstrado sua preocupação com o assunto e a possibilidade de agravamento de mais desempregos com a possibilidade da suspensão de novos investimentos nas empresas prejudicadas com inundações. Seriam oito os votos.

Chegamos na não entendível posição da Vereadora Mônica. Deveria ser, uma vez que representa o Partido Verde, de fortíssimas tendências ambientalistas,  uma defensora intransigente da não agressão à Várzea do Ribeirão Piranguçu através do aterro pleiteado pelo Prefeito. Seria o nono e decisivo voto necessário para impedir a burrice.

Doravante o Prefeito não poderá ser considerado o responsável direto pelos prejuízos a serem provocados pelo aterro. A responsabilidade cairá, definitivamente, sobre os ombros dos vereadores. 

É o que nós temos.

Viver é Perigoso    

Um comentário:

Anônimo disse...

Já postado aqui. Quando os vereadores da legislatura passada aprovaram, entre outras coisas, o primeiro aterro em consonância com o Palácio do Pinheirinho, vários não foram reeleitos. Rui, Wilson, Fernando.....Como dizia o humorista:ti cuida Latorraca.