sexta-feira, 14 de junho de 2019

TOMOU O BARCO


Estimulado pelo meu pai, que tinha esse saudável hábito, leio diariamente pelo menos um jornal. Começando com "O Jornal", passando pelo "Diário de Notícias", "Correio da Manhã", "Folha de São Paulo", "O Estado de São Paulo, "Jornal da Tarde " e o melhor de todos, durante um certo período: "O Jornal do Brasil". Não sei explicar a razão, mas muito pouco "O Globo".

A gente acaba se apegando aos colunistas. Ou esperando avidamente a leitura da coluna ou odiando a publicação da coluna.

Sempre admirei, discordando poucas vezes, do jornalista Clóvis Rossi, que tomou o barco hoje em São Paulo aos 76 anos. Estilo único. Firme e de uma finura irônica única.

Rossi formou-se em jornalismo pela Fundação Cásper Líbero e iniciou na carreira em 1963. Trabalhou em três dos quatro grandes jornais do país: no Estadão, na Folha e no Jornal do Brasil. 

Clóvis ganhou os dois mais importantes prêmios jornalísticos para jornalistas da América Latina, o Maria Moors Cabot, concedido pela Columbia University, e o prêmio pelo conjunto da obra da Fundação para um Novo Jornalismo Iberoamericano, que recebeu das mãos do criador da Fundação, o Nobel Gabriel Garcia Márquez.

É também cavaleiro da Ordem do Mérito, atribuída pelo governo francês, durante a presidência de François Hollande.

Deixou a sua marca no jornalismo brasileiro.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Diz o ditado que os cemitérios estão cheios de gente insubstituível. Mas Rossi assim como foi Boechat vai ser difícil. observador da cena