domingo, 23 de junho de 2019

CADERNOS IMORTAIS


Há séculos, ando sempre acompanhado de um caderno para pequenas anotações. Sempre com uma canetinha uni-ball presa no espiral. Dificilmente saiu sem o caderno da vez. Estão entre 30 e 40 exemplares. Têm de tudo.  
Sei não...mas talvez seja o meu mais valioso patrimônio.
Hoje leio no jornal "O Estado de São Paulo":

"Quem quer ser um escritor deve ter uma caderneta de anotações, pois a memória não é suficiente."
Ernest Hemingway

"Recorri inúmeras vezes às cadernetas para contar histórias, das quais tirei contos e crônicas."
Ignácio de Loyola Brandão

"Faço anotações há muito tempo. Encontrei os cadernos de fim da década de 60."
Milton Hatoum

Levo sempre comigo um caderno e uma caneta Bic preta. Às vezes acordo de madrugada para tomar nota. Outro dia, no meio da noite, sem acender a luz, enchi uma página. No outro dia fui ler e não tinha nada. Tinha esquecido de tirar a tampa da caneta."
Ruy Castro

Para mim falta apenas um pequeno detalhe: talento.
Edson Riera

Escreveu o escritor carioca Victor Heringer, morto precocemente aos 29 anos:

" Quando eu morrer, sei que alguém vai entrar aqui e enfiar tudo o que é meu numa caixa de papelão, que vai acabar numa caçamba dessas. Espero que alguém a encontre, porque dentro vão estar meus cadernos; minhas coisas têm alguma memória."

Viver é Perigoso   

2 comentários:

João Heleno disse...

Zezinho, muito bom este esquema do caderninho.
Só não concordo com o comentário do Sr. Edson Riera,pois, talento tem de sobra!!
Abraços!

Edson Riera disse...

João Heleno -

Um abraço Caro João.

Zelador