terça-feira, 19 de março de 2019

NOSSA CASA, NOSSA VIDA


Já foi dito. Itajubense fora de Itajubá está de passagem. Saimos de Itajubá no final de 1973/início de 1974. Formado pela Efei e a Sonia funcionária do Banco do Brasil. Destino São Paulo, depois Manaus e de volta São Paulo. 14 anos longe da terrinha, com visitas constantes e insistentes. Nessas passagens aqui nasceram a Rachel e Joana, na maternidade da nossa Santa Casa de Misericórdia. O Pedro nasceu em 1980 em Manaus.

Não tínhamos o costume de fixar pregos nas paredes das casas e apartamentos em que moramos distantes. Prá quê ? se vamos voltar para Itajubá.

Coincidência: várias multas por excesso de velocidade nas estradas. Sempre no sentido São Paulo ou algum lugar - Itajubá.  Nenhuma no sentido inverso.

Mesmo sem poder voltar por razões profissionais, em 1986 a família veio para a terrinha e para a Boa Vista. Valeu a pena. Aqui todos viveram na acepção da palavra.

Sinceramente ? não aceito que ninguém de fora fale isso, mas os daqui podem. Itajubá foi fundada num lugar lindo às margens do Rio Sapucaí e cercada por vigilantes montanhas. Mas a cidade sempre foi simpaticamente "feinha". 
Desde o início demos as costas para o nosso Rio. A passagem da BR-459 por dentro da cidade tira a nossa intimidade. As entradas da cidade nunca foram bem cuidadas.

Mas o povo...Ah... o povo. Gente boa, que alegria e conforto caminhar pela ruas e cumprimentar e ser cumprimentado resumidamente, tipo "diiia", "tarrrde", "noiiite", com todos economizando o "bom" e "boa". Na Boa Vista, é claro, são maravilhosos os : Vai  e fique com Deus, Deus lhe abençoe e acompanhe, Sumido..., vamô entrá. Recomendação prá Sonia...

200 anos de viver intenso. De ganhos extraordinários, de perdas incompreensíveis, de choques de opinião e de aprendizado.

Aqui fomos, estamos sendo e seremos felizes. Aqui vivemos.

Viver é Perigoso    

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