quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

O COORDENADOR POLÍTICO

Foto Aldo
Não é por criticar que o "viver é perigoso" irá morrer pagão. Hoje mesmo pela manhã, já foi identificado o Coordenador Político renomeado pela Prefeitura Municipal de Itajubá. Renomeado, pois já ocupava o cargo desde priscas eras. Deve ter dado aquela saidinha estratégica tão comum nos cargos públicos comissionados. É afastado, recebe uns piguás e voltou para a luta.

O Sr. Carlos Antonio Ribeiro, na realidade foi renomeado Coordenador Político da Administração que foi eleita em 2012 na cidade e conseguiu se reeleger. Já exercia o cargo e deve ter dado aquela saidinha estratégica tão comum nos cargos públicos comissionados. É afastado, recebe uns piguás e volta para a luta.

O coordenador não é da terrinha. É de Delfim Moreira, onde foi candidato a prefeito nas últimas eleições (não sabemos se pediu licença do cargo para a missão). Segundo comentário é ligado ao Deputado Bilaquinho, daí sua importante presença na equipe do atual prefeito de Itajubá. 

Um antigo morador da Boa Vista, é claro, dá a sua explicação para justificar a contratação por Itajubá do Delfinense Carlos Antonio:

Todos sabem que o Padre Lourenço da Costa, deixou Itajubá Velho (hoje Delfim Moreira), acompanhado de parte dos moradores, para fixar residência aqui na Boa Vista (sim, já era a Boa Vista). 

Um dia, o Padre resolveu ir buscar os livros e santos (imagens) pertencentes à paroquia que haviam ficado lá no arraial velho, hoje, o aprazível município de Delfim Moreira.

O acontecimento exigia solenidades e pompas. Para tanto, o Padre Lourenço lançou um convite ao povo da Boa Vista, convocando-o do púlpito para a histórica peregrinação à Capela Velha (Delfim Moreira).

Na madrugada de um domingo de agosto de 1832, depois da missa, a romaria seguiu para Delfim Moreira. Uma pequena tropa levava víveres. Mulheres e crianças seguiam a cavalo. Homens brancos e escravos acompanhavam a pé.

Como em todos os movimentos acontecidos no país, havia um espião e traidor. Esse elemento, seguiu na frente e avisou o pessoal de Delfim Moreira do perigo. Os delfinenses, armando-se de foices, clavinas, garruchas, varapaus, facas e chicotes, se posicionam camuflados na entrada da cidade.

Quando a comitiva do Padre Lourenço aproximou-se do pontilhão de madeira, na entrada da então Vila Velha, os defensores atacaram.

O pau quebrou feio.

Enquanto poucos heróis lutavam pela causa do Padre Lourenço, a grande maioria fugiu em debandada, em desabalada carreira. Pânico geral.

O local da peleja passou a ser chamado pelo nome de "Encontro". Segundo relatava o Sr. José Gomes Arruda, participante do episódio, "deve ter gente de Itajubá correndo até hoje".

Feridos e desmantelados, os heróis que lutaram, só pela madrugada dia seguinte (uma segunda-feira) é que foram chegando de volta.

Segundo dizem estudiosos entendidos no assunto, esse "waterloo itajubense" é uma das razões do baixo astral que insiste em permanecer nas redondezas.

Resumindo, deve estar aí, claro, a importância de ter um coordenador político de Delfim Moreira, contratado por Itajubá. Aparar as possíveis arestas ainda existentes.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Minha vó, que morou na Boa Vista, Rua Felipe Pizzuto, sempre contava esta história...
Colega de 87