sexta-feira, 23 de novembro de 2018

É A VIDA...


Parece que um segmento do mercado vai muito bem. Lojas Pets.

Em São Paulo estão sendo abertas enormes lojas em grandes avenidas. Em Itajubá, em cada esquina, funciona uma. Em outros tempos chegaram a chamar a terrinha de Itajubar. 

Desde moleque, na Boa Vista, é claro, tivemos um cachorro. Não desses de marcas famosas. Sempre um vira-lata doce, educado e só latia para estranhos. E naquela época não haviam estranhos. Nunca entravam dentro de casa. Sempre da porta para fora lançando olhares pidonchos.

As coisas estão mudadas. Os bichos estão com tudo. Tratados com rações vitamínicas e sabores diversos. Nascem e morrem sem conhecer um osso verdadeiro, sem encarar um briga de rua, sem correr atrás de uma moto e pior, sem namorar.

Claro que estou cansado de ouvir pessoas falando com o seu cachorro, mas até outro dia, como aconteceu num condomínio em São Paulo, ainda não tinha presenciado um diálogo dona (no caso ela dizia que era a mamãe) e um cãozinho branco todo cheio de recortes.

- Armando (nome do cão), a mamãe está triste com você hoje.

- O cãozinho atento, emitia um sinal sonoro, como um pequeno uivo.

- Ah! Armando, agora desculpa não basta. Entre mordidas e mastigações, você quase acabou com o meu chinelo.

- O cãozinho fez um ruído diferente e colocou a cabeça entre as patinhas.

- Com vergonha Armando ? Por que você não pensou nisso antes ? Desta vez a mamãe vai perdoar, mas é a última vez.

- O cãozinho abanou o cotozinho do rabo, deu um giro sobre o próprio eixo e saltitou, aparentemente, de alegria.

- Tudo bem, Armando, a mamãe quer é o seu bem.

Sei não, mas não estou entendendo mais nada.

Viver é Perigoso    

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