quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SIMPLESMENTE, VIVER ! ! !

Sobre o livro, ou melhor, sobre a lição de vida que nos foi dada pela Eliana Chaves, para quem não sabia, uma das Moças Bonitas da Rua Carlos Goulart.


Uma carta a Eliane Chaves:

É uma obra que irá agarrar seu coração pelas mãos e mostrar nas mais delicadas e duras páginas como a vida pode ser um assombro, uma descoberta, uma luta diária pela busca de sentido, de uma conexão maior que a própria dor. Das sensações mais puras de sua infância no interior de Minas Gerais até as questões mais complexas da existência humana, como: o primeiro casamento, o nascimento dos três filhos, o anúncio da doença de Bruno – seu primogênito, à esperança ao encarar diariamente um horizonte duro e incerto. São capítulos da vida desta mulher, mãe e filha, com jeito e espírito de menina, que vamos defrontar com as questões de nossa própria vida, como mulheres, mães e filhas. Esta guerreira, que não fugiu da vida nos momentos de maiores tormentas e segurou na presença de seu filho, no fundo de seu olhar melancólico, a esperança pela vida. A força interna da mulher Eliana nos inspira a olhar através da janela a passagem metafísica da existência humana. Porque, às vezes, as mais fortes e tempestuosas sensações dos dias incertos nos convidam a contemplar a presença de Deus. E podemos depois de uma longa chuva presenciar a existência do Sol, ao senti-lo tocar em nossas peles e do escuro das nuvens, ver ceder o lugar da alvorada dos dias. E nos erguer perante toda a dor e a presença do mundo, firmes e fortes, apoiando-nos na leveza e na grandeza do olhar de uma criança. É no olhar de uma criança que a vida se constrói e, na maioria das vezes, é no corpo de um adulto que ela irá deixar de existir. E são nessas páginas que vamos constatar que diante do olhar de Bruno, a Eliana foi a sua própria Virgem Maria, sua presença divina, sua força nos dias mais conturbados, sua salvadora, sua esperança e sua maior amiga. É no amor dessa mãe que Bruno irá refugiar-se de suas limitações e medos, e na presença Divina dos dias, que encontrará conforto e reconciliação para entregar a sua alma aos céus. Com lucidez e calma, com maturidade e medo, estamos em frente destes degraus na presença de toda a delicadeza do mundo, subindo, passo a passo para imensidão e entrega de nossas almas, às grandezas universais. Do movimento dos astros, no espaço e no tempo, buscamos dentro desta passagem meteórica pela vida, a manifestação da Luz interior de nosso ser, anunciando nosso nome e propagando nossa própria voz na eternidade. 

De: Simone Matos Alauk Para: Eliana Chaves - Revista Pandora

Viver é Perigoso

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