quarta-feira, 26 de julho de 2017

É A VIDA...

Encontrado hoje, é claro, na Boa Vista,  lamentavelmente, em estado pós vida, o gato conhecido nas redondezas, há séculos, como Stalin.
Na certa foi daí que surgiu a história que o dissimulado animal teria sete vidas. Dizem os mais antigos que o felino pertenceu ao Sr. Felipe Pizzuto e foi tratado a lambarizinhos frescos (do rabo vermelho) capturados no manso Rio Sapucaí dos anos 50.
Não foi surpresa o desenlace acontecido com o Stalin. Vivia na marginalidade e corriam rumores de sua parceria e cumplicidade com ratos e gambás, existentes em razoável número na região.
Sua fama só era superada pelo gato Maneta (apelido ganho quando perdeu uma das patas num atropelamento por uma moto Indian), que vivia, vive ou viveu, pelas proximidades da Churrascaria do Sr. Marcos Grillo, na boca da ponte Tancredo Neves. 
Maneta ficou conhecido por empregar um artifício químico até hoje não explicado. 
Quando lhe ofereciam uma vasilha contendo café com leite, ele tomava só o leite, deixando o café no fundo da vasilha. Pegou fama.
Em tempo e sobre o Stalin, o desaparecido respondia a diversos processos por assassinatos de passarinhos. O último deles foi o canário belga Soriano, de saudosa memória.
Antes que algum aventureiro possa pensar mal, o autor do texto estava de viagem quando do passamento do bichano.
Sugestão para a sua lápide (provérbio turco) : 
" Os cães pensam que as pessoas são Deus. Os gatos têm a certeza que não."

Viver é Perigoso    

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