quinta-feira, 15 de junho de 2017

É A VIDA...


O primeiro voo entre Lisboa e o Rio de Janeiro começou no dia 30 de março de 1922 no hidroavião pilotado pelos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Decolaram do Rio Tejo e depois de muitas peripécias, aterrissaram no Rio de Janeiro no dia 17 de junho, depois de 79 dias, com 62 horas de voo.

No sábado, a epopeia completa 95 anos. 

Partiram num hidroavião modelo Fairey III-D, batizado de Luzitânia. Foram atá Las Palmas, na Espanha. De lá, voaram até São Vicente, em Cabo Verde. Na etapa seguinte pousaram em território brasileiro, no arquipélago de São Pedro e São Paulo. No pouso brusco o hidroavião afundou. Os pilotos foram resgatados por um navio da marinha portuguesa e levados para a Ilha de Fernando de Noronha.

O governo português enviou, por navio, outro hidroavião batizado de Pátria. Os pilotos resolveram voltar para o ponto onde a travessia havia sido interrompida. Ao retornar ao arquipélago de São Pedro e São Paulo o novo hidroavião fez um pouso forçado e os tripulantes, salvos por um navio britânico, foram levados novamente para a Ilha de Fernando de Noronha.

O governo português enviou, então, o terceiro hidroavião, que partindo de Fernando de Noronha, chegou até Recife. Os portugueses foram recepcionados na capital pernambucana, pelo pai da aviação, Santos Dumont.

Os portugueses seguiram viagem, passando por Salvador, Porto Seguro, Vitória, chegando no Rio de Janeiro no mencionado 17 de junho de 1922. 

Em 28 de abril de 1927, o avião Jaú, pilotado por brasileiros, partiu de Lisboa e após 12 horas de voo ininterrupto, pousou em Fernando de Noronha.

Um dos heróis da travessia do Jaú, era o navegador de bordo Newton Braga, que também pilotava um dos aviões da FAB que pousou no dia 1º de maio de 1942 na inauguração do Campo de Aviação de Itajubá.

É a vida...

Viver é Perigoso

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