quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CARTA QUE NÃO RECEBI

New York, 09/11/2016

Caro, estou enviando já traduzida. Favor divulgar na Boa Vista.

Remando contra a pesadíssima força da mídia universal consegui ser eleito. Provavelmente numa eleição direta não conseguiria. Mas a regra em vigor é essa. Concordo que para vocês trata-se de um processo longo e complicado.
Gostaria de esclarecer alguns pontos e tranquilizar os moradores desse influente Distrito do Sul de Minas.
Confesso que durante toda a campanha eleitoral fiz tipo. Esse grosseirão não existe. Aliás, faço análise desde a minha infância tentando vencer a timidez.
Amo os negros, índios, latinos-americanos, em especial os mexicanos e respeito por demais os muçulmanos.
Tenho entre os meus ascendentes, um bisavô mexicano que foi casado com uma índia colombiana. Minha avó, casou-se com um corredor de maratonas nascido no Quênia, O outro avô nasceu na Alemanha.
Meu Pai Fred é americano e minha mãe, Mary Anne, nasceu na Escócia. Meu genro é de família judia ortodoxa. Outro ramo da família é da Turquia. Ah ! e a Melania, minha linda mulher é da Eslovênia.
A minha brilhante equipe de marketing me moldou para despertar o interesse do povo e redigiu meus discursos para confrontar com a chamada "classe pensante" do País.
Imagina eu, logo eu, destratar mulheres e tentar diminuí-las sob qualquer argumento. Amo-ás todas.
Não se impressionem com a minha esvoaçante peruca loura. Sem maquiagem e ao natural sou até mulatinho.
Detesto armas. Jamais empunhei sequer um canivete para descascar laranjas. Sinto-me muito mal com o espocar de foguetes nas quermesses.
Registrando, sou Presbiteriano e amo a minha religião.
Tenho uma enorme desconfiança dos russos e uma razoável simpatia pelos chineses. Não gostaria mais de ver nossos jovens lutando em terras distantes. Anseio por paz no mundo.
Abriremos, de forma escancarada as fronteiras para os nossos irmão mexicanos.

Esse sou eu, o Donaldinho Paz e Amor.

Daqui para frente tudo vai ser diferente.

Donald

Viver é Perigoso 

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