quarta-feira, 9 de março de 2016

MÚSICA NO CÉU

               
Num dia só tomaram o barco dois expoentes da música. Em Recife, partiu o Naná Vasconcelos. Em Londres, partiu o quinto Beatle, George Martin.
Juvenal de Holanda Vasconcelos, simplesmente Naná. Reconhecido internacionalmente como um dos maiores do jazz. Ele gravou com ícones do gênero, incluindo Miles Davis, Art Blakey, Tony Williams, Don Cherry e Oliver Nelson. 
No Brasil, são incontáveis os seus trabalhos de peso. No começo da carreira, tocou em apresentações de Gilberto Gil e Gal Costa. Mais adiante, no Rio de Janeiro, gravou dois discos com Milton Nascimento. Em São Paulo, acompanhou Geraldo Vandré, fazendo parte do Quarteto Livre, na histórica apresentação de Prá não dizer que não falei das flores em um Festival da Canção.


De todos os possíveis candidatos a ser o quinto beatle, esse título honorífico tão famoso e antigo como o próprio legado do quarteto fabuloso de Liverpool, George Martin, morto aos 90 anos de idade, era o que mais pontos acumulava. Martin, com seu estilo elegante característico de funcionário de escritório britânico, foi essencial. Não se pode explicar a melhor parte do frescor e da fascinante inocência do som original dos Beatles sem a sua contribuição. Fora dos Beatles, Martin, que nos anos 1960 também definiu o som do rock britânico com grandes trabalhos como o que fez com Gerry and Peacemakers, produziu ao longo dos gravações para outros grupos e artistas anos como Elton John, Cilla Black, Kenny Rogers, Matt Monro, Jeff Beck, John Williams, Neil Sedaka e Ultravox, entre outros.

Textos El País.

Viver é Perigoso 

7 comentários:

marcos.caravalho disse...

Prá constar dos autos:

O grande parceiro do Naná foi Egberto Gismonti.
Dever de casa: (re)ouvir a refinada Dança das Cabeças.
Entraria, fácil, por exemplo, como uma das faixas do também refinado "Sgt Pepper's", produzido por outro sóbrio, discreto e elegante talento: Sir George Martin. Alí, não teria que tirar o chapéu prá nenhuma das faixas que ficaram tão famosas...

A televisão mostrou, recentemente, um documentário sobre George Martin. Com entrevistas recentes dele (da época do documentário), com fotos e pequenos vídeos de época. Presentes, as mencionadas elegância, sobriedade e discrição. Very british, if you don't mind my saying so...
Eu, por meu lado, não "maindo" nadica de nada (Se o Ivan Lessa me dá licença).

Abraços catingueiro-liverpoolnianos

M. Feitor disse...

Zelador,

Nessa semana também morreu a senhora atingida por um tapume no ano passado na obra do secretário Alfredo na Praça. De quem é a culpa pela morte da pobre senhora? Porque omitiram assistência? Porque a prefeitura autorizou uma obra irregular, depois regularizou a irregularidade? Que descanse em paz e a família ache justiça.

Edson Riera disse...

Marquinhos,

Ouvi hoje a Dança das Cabeças. Concordo.
Abraço,

Ze lador

Edson Riera disse...

Anônimo das 17:21 horas,

Não sei se a Senhora faleceu em decorrência dos ferimentos na acidente. Se foi, foi uma tragédia. Não sei detalhes.

Zelador

Anônimo disse...

Zelador, Tá poupando o alfredão? Só porque ele é lá da assembleia de Deus?

Edson Riera disse...

Anônimo das 21:19 horas,

O Alfredo é da Iª Igreja Presbiteriana, no Morro Chic. Desde criança até a juventude frequentei a mesma Igreja, onde aprendi muito. Meu Pai foi presbítero como o Alfredo. Minha família quase toda é de lá.
Sou Presbiteriano (com muitos erros e sempre tentando corrigir )

Zelador

Edson Riera disse...

M. Feitor,

Desculpe-me pelo Anônimo.

Zelador