sexta-feira, 30 de abril de 2021

KIBUTZ EM VARGINHA


Em 1972, o professor Dionésio Thadeu Mariosa, à época  diretor da Escola Estadual Polivalente Wladimir de Rezende Pinto, procurou o prefeito de Varginha, Sr. João Eugênio do Prado, solicitando a doação de um terreno (121.000 m2) para a implantação de um kibutz na cidade. Na oportunidade o professor esclareceu que, o terreno deveria ser da pior qualidade possível, porque iria transformá-lo em terras férteis.

A ideia do kibutz varginhense foi inspirada no kibutz israelense: uma pequena comunidade -  economicamente autônoma com base em trabalho agrícola ou agroindustrial, caracterizada por uma organização igualitária e democrática, obtida pela propriedade coletiva dos meios de produção e da administração conduzida por todos os seus integrantes em assembleias gerais regulares.

O caso aparentemente prosaico da criação do kibutz varginhense ganhou repercussão nacional nas páginas dos jornais O Globo e Estado de Minas .

Evidentemente, as características da organização igualitária do kibutz com base na propriedade coletiva dos meios de produção e a administração realizada por meio de deliberações tomadas em assembleias de seus integrantes, entravam em choque com o ideário político-ideológico do governo militar. Nesse contexto os defensores do kibutz eram considerados suspeitos de subversão. 

O prefeito foi alertado pelo Dr. Estrabão Pereira, Delegado de Polícia, o qual pediu o máximo de cautela, pois, poderia haver qualquer intensão  subversiva na implantação do Kibutz. 

Fim do primeiro Kibutz do Brasil.

Viver é Perigoso 

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