segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

LEITORES



Tenho muitos amigos e amigas leitores: Dois deles desde a juventude e ambos Marcos: Marcos Carvalho e Marcos Berti. O Carvalho, tomou o barco com muita antecedência e confesso que fiquei com alguns livro dele.

Sobre tipos de leitores, segundo (de forma resumida) Leandro Karnal:

Existe o leitor de novidades. Ávido por lançamentos, percorre listas dos mais vendidos na imprensa. Em uma livraria, corre aos mostruários redondos que, em geral próximos à porta, mostram o que acabou de chegar. Seu interesse é no frescor da nova obra, na vanguarda, em estar atualizado.

Existe o leitor de obras consagradas. Temendo perder tempo, refugia-se no consolidado. Parece suficiente: decidir apenas ler as obras-primas de Machado, de Shakespeare, Dante, Virginia Woolf ou Adélia Prado, já tem um projeto de vida pleno. Tal leitor pode ser assim de nascença ou, um hábito da etapa madura.

Todos os modelos podem estar misturados em você e em mim.

O que eu vejo nos livros?

Com o tempo, vemos que os livros lidos nos leram e alteraram nossa composição molecular. Formamos uma complexa simbiose que mudou a ambos. O livro voltou à estante com a lombada marcada, alguma página assinalada a lápis, uma página com uma orelha dobrada. Eu, para sempre trilhado pelo que li.

Amai para entendê-los! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender livros.

"Não foram os livros que me ensinaram a amar. Foi o amor que me levou aos livros, à música, à arte e aos amigos. Os livros são parte da uma parede extraordinária, mas o amor pela vida é o alicerce."

O sumiço de muitos bons leitores seja muito mais grave como sintoma social do que imaginamos. Faltam leitores e falta vida. Sobra apatia, tédio e sucessão de “likes” diante do imenso “dislike” da vida real que pulsa.

Ainda é preciso ter esperança...

Viver é Perigoso

FALOU E DISSE !



"Caso toda a operação Lava Jato seja anulada pelo Supremo seria uma vergonha nacional. Não quero nem pensar nisso. Um absurdo. O respeito ao STF vai para o esgoto”, 

Ministro Luiz Fux - STF

Viver é Perigoso

COISAS DA CHINA

 


Solda Cáustico - Luiz Antônio Solda

Viver é Perigoso


ERA DO RÁDIO


No último sábado (13) comemorou-se o Dia Mundial do Rádio. Data importante. Para nós que estamos nas vésperas de receber a esperada vacina (por idade, é claro) o rádio fez e faz parte da vida.

Momentos inesquecíveis e outros "melhor esquecer). Os inesquecíveis foram na área do futebol, com o tricampeonato carioca do Flamengo em 1955. A conquista da Copa do Mundo em 1958 e 1962 (a tv só transmitia o video-tape dos jogos no dia seguinte).

O rádio assustava quando soava a música-padrão de Edição Extra. Boa coisa não vinha. 

A lembrança mais profunda que tenho do rádio, foi em setembro de 1952. Véspera do meu aniversário de 5 anos e o  rádio deu que o cantor, então o mais popular e amado do País, havia morrido em um acidente de carro em Pindamonhangaba. Chico Alves.

Em agosto de 1954 o Brasil parou com a notícia da morte do presidente Getúlio Vargas. Lembro-me de pessoas chorando nas ruas e da tristeza profunda dos meus avós maternos, que mantinham, em posição de honra, na parede da sala da casa onde viviam, no Morro Chic, é claro, uma foto do sorridente Getúlio.

Tristeza nacional em agosto (sempre agosto) de 1955 com o Repórter Esso, em edição extra, anunciou o falecimento da cantora Carmem Miranda, ocorrido nos EUA.

No rádio da Kombi, que já dirigia aos 16 anos, em 1963, a terrível notícia do assassinato do Presidente John Kennedy. Na ocasião, já admirado pela moçada. 

Mas a noticia que abalou prá valer, foi dada na noite de 13 de dezembro de 1968. 

Estudando para o vestibular de engenharia que aconteceria dentro de três semanas e como sempre, com o rádio ligado, a voz do locutor Alberto Cury invadiu o quartinho de estudo e anunciou, pausadamente, a chegada da escura noite que cobriria o País por vários anos. 

Foi lido o Ato Institucional nº 5. O famigerado AI-5, que suspendeu toda a liberdade. Muito significou para um jovem de 21 anos e já com sonhos políticos. Naquele momento foi implantada a ditadura. De 31 de março de 1964 até aquela noite, tínhamos apenas um regime forte e, acreditávamos, transitório.

Quem viveu e sonhava sabe bem o que aconteceu.

Viver é Perigoso 

MOMENTOS MÁGICOS


Ela foi escrita por Paul McCartney (creditada como Lennon/McCartney) e gravada em 1967. Ela foi incluída no álbum Magical Mystery Tour, a trilha sonora do filme homônimo.

Pois bem, a música The Fool on The Hill foi gravada e consta do álbum Sergio Mendes & Brasil 66 lançado em 1968.

Paul escreveu uma carta para Sérgio Mendes, dizendo ser aquela a mais bela regravação de sua música.

Viver é Perigoso

REPETINDO PARA NÃO SE ESQUECER


"Carlos Seidl era um médico muito famoso. Ele chegou a ser capa da revista Fon-Fon, uma das mais populares do período".

Nascido em 1867 no Pará, Seidl foi presidente da Academia Nacional de Medicina entre 1911 e 1913 e até hoje é o patrono da cadeira número 17 da entidade.

Em 1912, Seidl assumiu como diretor-geral de Saúde Pública, cargo que hoje equivaleria ao de ministro da Saúde.

Tudo ia relativamente bem na gestão de Seidl até o segundo semestre de 1918, quando a gripe espanhola invadiu o Brasil por meio dos portos. (o presidente da República era Wenceslau Braz)

Os primeiros relatos de que uma doença nova começara a se espalhar pela Europa foram encarados com ceticismo e humor no Brasil. Jornais e revistas fizeram piadas com a ameaça que ficava cada vez maior.

A situação foi encarada com um pouco mais de seriedade quando uma missão de militares brasileiros, que partiu de navio para ajudar nos esforços de guerra, foi acometida pela "espanhola" em setembro de 1918 ao aportar em Dakar, no Senegal. Nesse mesmo mês, a doença chegou oficialmente ao país no navio Demerara, que partiu de Lisboa, em Portugal, e fez paradas nos portos de Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Em cada uma dessas cidades, o desembarque de pessoas infectadas fez com que o vírus causador da gripe se espalhasse país adentro e causasse um estrago sem precedentes.

Ao receber as primeiras notícias sobre a gripe espanhola, a primeira coisa que o governo brasileiro fez foi negar a gravidade dos fatos. Poucos dias depois, porém, a realidade se impôs e as primeiras medidas foram instauradas pela administração pública.

As autoridades sanitárias recomendaram que as pessoas se mantivessem em casa e não fossem aos locais públicos. Houve decretos para extinguir algumas práticas bastante comuns no período, como o hábito de cuspir no meio da rua.

A gravidade da situação também exigiu a construção rápida de hospitais de campanha e locais para isolamento de indivíduos infectados com o vírus.

As políticas restritivas, porém, não foram aceitas por parte da imprensa e, por consequência, pela população.

A  imprensa reclamava da "ameaça da medicina oficial e da ditadura científica" e sugeria que as políticas feriam "os direitos dos cidadãos com uma série de medidas coercitivas, preparando todas as armas da tirania científica contra as liberdades dos povos civis".

Por mais necessárias que essas medidas de restrição fossem, elas não conseguiram conter a subida vertiginosa no número de mortes pela "espanhola".

Sobrou para o Diretor Geral da saúde pública, Carlos Seidl.

Em editoriais, o médico chegou a ser chamado de "cretino, relapso e sedicioso" e acusado de deixar a população entregue à própria sorte. No dia 11 de novembro de 1918, um artigo do "Rio Jornal" dizia que o então diretor-geral de Saúde Pública fez "pouco caso criminoso e abusou da paciência do povo". Em certos veículos, a gripe espanhola passou a ser chamada de "mal de Seidl".

A situação evoluiu até o ponto em que a permanência de Seidl no comando se tornou insustentável e ele renunciou ao cargo no dia 19 de outubro de 1918, sentindo-se constrangido pelos ataques e pelas notícias de que seria substituído a qualquer momento.

Coube ao médico carioca Theóphilo Torres assumir o posto de diretor-geral de Saúde Pública. Uma de suas primeiras ações foi recrutar o também médico e pesquisador Carlos Chagas para assumir as ações de combate à gripe espanhola, então, diretor do Instituto Oswaldo Cruz. 

Nos últimos dias de outubro de 1918, Chagas intensificou as medidas preventivas e ordenou a criação de hospitais de campanha e postos de atendimento à população em diversos bairros do Rio de Janeiro. Neste ponto, a pandemia começava a arrefecer na capital do Brasil e a situação voltava a ficar mais estável.

BBC

Viver é Perigoso

TRADUÇÃO OFICIAL


Jair Bolsonaro compartilhou agora de manhã um tuíte de Benjamin Netanyahu sobre a conversa que tiveram a respeito dos testes com um spray contra o coronavírus.

Na tradução do Twitter, o presidente brasileiro é chamado de Bolsonero. 

Tudo a ver.

Viver é Perigoso

POIS É...

 

Viver é Perigoso