terça-feira, 9 de março de 2021

OS ÚLTIMOS MELHORES DIAS DA MINHA VIDA


Ano passado, mais precisamente em maio, levei um susto ao ler sobre a tomada de barco do jornalista e escritor, Gilberto Dimenstein. Partiu com 63 anos no dia 20 de maio. Publicou sua coluna na Folha de São Paulo por 28 anos. Sempre acompanhei. Muitas vezes concordei e outras tantas, não. Indiferente nunca consegui ficar.

Foi o fundador do portal Catraca Livre". Recebeu o Prêmio Esso, Prêmio Jabuti, Menção honrosa do Prêmio Moors Cabot, da Universidade Columbia. 

Como sabem, Dimenstein era também totalmente envolvido com causas sociais. Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, e o Prêmio Criança e Paz, da Unicef.

Dimenstein ficou sabendo, meio assim do nada, em 2019, que estava com câncer no pâncreas.

Terrível mal. 

Lembrando: Acompanhei em 2018, com conversas diárias pelo whatsApp e visitas presenciais, o drama idêntico vivido pelo grande amigo Marcos Carvalho. O moço de Santa Rita de Caldas. Falamos desde a descoberta até o desenlace final.

Como quase sempre acontece, a batalha pela vida durou quase um ano. Ele perdeu, ou melhor, nós perdemos.

Fiquei sabendo sobre tratamentos, operações, sintomas, etc. Compartilhei e sofremos juntos.

Terminei de ler ontem o livro escrito pelo Gilberto Dimenstein, em parceria com sua mulher, a também jornalista, Anna Penido. "Os últimos melhores dias da minha vida" - Editora Record.

No livro, Gilberto e Anna, relatam o dia a dia do último ano vividos juntos. Experiências, providências e a luta. Muita luta.

Não se trata, como já imaginaram, uma leitura amena, agradável. Interessante.

As ilustrações do livro foram feitas pelo Paulo von Poser. Muito bonita.

A solidariedade, amor e carinho da esposa Anna Penido é qualquer coisa de emocionante.

Na última página do livro, Anna Penido registra agradecimentos as pessoas que estiveram próximas. Citado o Dr. João Paulo Nogueira, formado aqui na Faculdade de Medicina de Itajubá.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Gilberto era sinônimo de lucidez nos atos da vida e no escrever. Leitura obrigatória da sua coluna na FSP durante anos. Interessante e que as vezes os grandes feitos de certas pessoas só vêm ao nosso conhecimento após a sua morte. Airton Senna é outro exemplo. Teve uma reportagem na globo com Dimenstein pouco antes da morte, de emocionar, lágrimas nos olhos. Diz o ditado que os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis. Pode ser, que mas algumas são bem difíceis isso são. Observador de Cena