terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

PINTORES DE RUA


Uma tarde, a caminho de um shopping em São Paulo, com o trânsito parado, o nosso neto Luc, então com 7 anos, apontou para uma coluna de um viaduto e disse:

- Vovô,  o Miró passou por aqui.

Uma obra de um pintor de rua, que certamente, inspirada no grande espanhol.


Pintores de rua têm toda a minha admiração e inveja saudável. Gostaria de ter um pouco da arte deles.

Meu herói é o americano Jean-Michel Basquiat, que já tomou o barco e suas obras valem milhões de dólares. Basquiat é de 1960 e viveu em Nova York.

Outra paixão é Bansky, britânico de 1975. Presença forte em Bristol.

A admiração brasileira vem da periferia de São Paulo. Eduardo Kobra nasceu em 1975 e entrou pela primeira vez numa galeria de arte, quando tinha 20 anos.

Diz Kobra:

"Precisei fazer renúncias e persistir para seguir fazendo arte. Se fosse pelas circunstâncias eu teria parado lá atrás. Mas eu resolvi, mesmo que tudo fosse contrário, seguir acreditando naquilo que Deus tinha colocado no meu coração. Não tem diferença nenhuma da obra que é pintada numa galeria, num museu, ou que está na rua. Tudo é arte. Os muros para mim são suportes para me comunicar, para falar de tudo o que me incomoda, tudo o que poderia ser mudado ou melhorado. Por isso que eu faço murais contra a violência, contra o racismo."

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Viver é Perigoso

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