quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

NOTÍCIA QUE PREFERIA NÃO TER LIDO


Quase 500 pacientes com covid-19 foram transferidos de Manaus para outros Estados. Desses, 37 pacientes já morreram.

Ontem (10), segundo boletim da Secretaria da Saúde do Amazonas, 278 pacientes aguardavam leitos leitos para pacientes de covid-19 na fila oficial: 217 em Manaus e 61 no interior.

Enquanto isso, 84 dos 116 leitos destinados para pacientes de covid-19 estavam livres nos hospitais militares à espera de eventuais adoecimentos de militares ou familiares.

Manaus possui dois hospitais das Forças Armadas: o Hospital da Aeronáutica e o Hospital Militar de Área de Manaus, além de uma Policlínica Naval.

O Ministério da Defesa afirmou que os leitos estão vazios para internar militares caso adoeçam e não sinalizou com a possibilidade de ceder vagas ao SUS.

"Estes leitos constituem reserva técnica para garantir a saúde do pessoal militar e, assim, assegurar a possibilidade de seu restabelecimento para o pleno e pronto emprego das Forças Armadas. O desvio indevido de seu uso prejudica as funções militares ou a segurança do militar, que tem o dever e a coragem de arriscar sua vida com a certeza de que terá um atendimento médico rápido e eficiente quando necessitar."

Para a sanitarista Bernadete Perez, sanitarista e vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) "Não tem cabimento transferir doentes sem utilizar toda a capacidade instalada, ainda mais durante uma epidemia com restrição de mobilidade". Todo leito das Forças Armadas --bancadas com recurso público-- tinha de ser disponibilizado para a população.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

brasil desigual
uns tem reserva garantida em hospitais
outros na cova
no caso de manaus só a cova é coletiva
com todo respeito se precisam de reserva técnica 10% não seria razoável?
não 100%