quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

AGULHA & TESOURA E LINHA




Artistas e artes quase em extinção. Alfaiates.

O mais famoso alfaiate da terrinha, muito devido aos costumes da época, foi Senhor Francesco Ricca. Italiano de Nápoles, que chegou ao Brasil em 1898. Ficou conhecido como Chico Ricca. Alfaiate do Wenceslau Braz e figuras importantes da cidade e região.

Chico Ricca foi quem ensinou a profissão para o jovem Abílio Pizzo.

Outros que marcaram época na profissão: Augusto Salomon, Carmine Fittipaldi, Eucides e Higino e José Miranda, João Leite Mendes e Luiz Chaves.

Além do Sr. Abílio, já são do nosso tempo, O Senhor Zequita Cardoso e seu braço direito, Senhor Anibal. No Morro Chic teve o Senhor Realino e filhos. Na Varginha tinha dois alfaiates, dos bons, especializados em confeccionar fardas.

Eu mesmo, no quarto ano primário, no Colégio de Itajubá, usava farda cáqui (calça e túnica), confeccionadas na Varginha.

Na Boa Vista dominava o Senhor Aristeu Barbosa auxiliado pelo Senhor Mário.

Admirado o alfaiate, vizinho de porta com a Sapataria do Procópio. Ponto de encontro, junto as barbearias do Melinho e do Anibal, no centro nervoso da Boa Vista. Senhor Telmo.

Todos os tratávamos por Sr. Terno. Um carinhoso ajeitamento do seu nome verdadeiro que o sotaque boavistano trazia para Térmo, que pela profissão acabou trazendo para Senhor Terno.

Sr. Telmo. Pai de grandes amigos.

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

E o grande Timbore....fabrica armas e BE.

Anônimo disse...

E o Silveira na Varginha ás dos uniformes militares. Na Avenida o Sr. Dito Pio de Cristina. Dava gosto ir nas lojas e comprar um corte para calças ou terno. Casimira, tergal, linho para o tempo de calor.