segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

PHOTOGRAPHIA NA PAREDE


Em 25 de novembro (1956), com Fidel, seu irmão Raul, o médico argentino Che Guevara e mais 79 revolucionários cubanos, o iate Granma deixou Tuxpan, no Golfo do México, para invadir Cuba. 

Encontraram fortes ventos e águas turbulentas. A viagem deveria levar cinco dias. Levou sete.

Chegaram à praia (lama e mangue), às 04:20 do dia 2 de dezembro. Segundo Guevara, não foi um desembarque, mas um naufrágio.

Três dias depois, cansados e famintos, foram surpreendidos por um ataque das forças governamentais do ditados Fulgêncio Batista.

Resultado: Dos 82 revoltosos, tão somente 16 escaparam. Entre eles, Fidel, Raul e Che Guevara. Refugiaram em Sierra Maestra. Ali se reorganizaram e seguiram lutando até tomar Havana. 

1957, com 10 anos, eu acompanhava pelo jornal a revolução cubana, que no princípio não tinha nada de comunismo e ditadura. Era uma luta para derrubar o governo corrupto de Fulgêncio Batista. Tinha como meus heróis, vejam só, Fidel, Raul Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos. 

Dos quatro, somente Cienfuegos nunca abandonou os ideais de liberdade. Camilo Cienfuegos morreu (foi morto) depois da revolução vitoriosa em um acidente ocorrido com o pequeno avião em que viajava.

Também admirava o médico argentino (formado na Colômbia), Ernesto Chê Guevara. Pela sua luta, pelo seu envolvimento e não pela ideologia que adotou.

Ainda rapaz, aprendi a fazer colagem com tinta nanquim em folha de cartolina e isso fiz da famosa fotografia do Guevara. O poster, durante durante muito tempo dividiu a parede do meu quarto com o lendário Ho chi Minh, herói do Vietnan, que derrotou os Franceses e os Americanos. 

Em tempo, a presença dos poster na parede do meu quartinho de estudo (dedurado por alguém)  fez parte do meu prontuário arquivado no Batalhão.

Eu já tinha vinte anos quando, em 1967, Che foi preso e morto na Bolívia, praticamente como um farrapo humano. Estava no lugar errado, na hora errada e lutando por causas erradas, no meu modesto ver. Ele estava com 39 anos.

O pior que pode acontecer a um menino é mirar-se no herói errado. Continuo achando que não errei, embora não concordasse com a ideologia adotada pelos dois.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Lamento, mas era o herói errado.
Tbm errei.
É da vida que meninos admirem a coragem e ousadia (vistas por si só).