domingo, 13 de dezembro de 2020

SUPERANDO A BARREIRA DO SOM


Mais um do meu album de figurinhas carimbadas se foi. Chuck Yeager, piloto americano.  O primeiro homem a romper a barreira do som. Foi para o albúm, em 1988, quando comprei na Siciliano, o livro "Voando nas Alturas" -  A vida fascinante do Chuck Yeager.

Chuck Year tomou o barco na última segunda-feira (7/12) em Los Angeles. Estava com 97 anos.

Foi piloto de caça Mustang-51 na Segunda Guerra mundial, tendo derrubado 13 aviões alemães, sendo 5 em um único dia. Em março de 1944, em sua oitava missão, foi derrubado sobre a França por um caça alemão. Saltando de paraquedas e aterrissando num bosque com ferimentos na perna e na cabeça, foi escondido por membros da Resistência francesa, escalou os Pireneus nevados para chegar até a Espanha, neutra na guerra, e daí retornou à sua base na Inglaterra.

Ficou para sempre lembrado pelo acontecimento de 14 de outubro de 1947. Então Capitão Year, num avião Bell Aircraft X-1 (batizado por ele de "glamorous Glennis, em homenagem a sua esposa) lançado de um bombardeio B-29, quando chegou a 43 mil pés acima do deserto de Mojave, rompeu a barreira do som a uma velocidade de 1.126 km/h. 

Chuck virou celebridade nacional de fato após a publicação do livro “The Right Stuff” - Os Eleitos, em 1979 de Tom Wolfe, em 1979, sobre os primórdios do programa espacial, que virou filme.

Viver é Perigoso

É A VIDA...

 


"Homem algum é uma ilha

completa em si mesma;

todo homem é um fragmento do continente,

uma parte do oceano.

A morte de cada homem me enfraquece

porque sou parte da humanidade;

assim, nunca perguntes por quem o sino dobra;

ele dobra por ti."
John Donne
Viver é Perigoso

HAJA CHUVA


De Itajubá ainda não recebi notícias, o que me preocupa, pois tenho muitos amigos lá. Mas aqui na Boa Vista, é claro, a madrugada foi molhada como há tempos não víamos.

Choveu à cântaros ou como disse certa vez um comentarista esportivo, choveu a píncaros (trocando as bolas).

Até que é gostoso ouvir madrugada a dentro a água escorregar pelas calhas. Um amigo e colega de escola, que sempre morou em casa térrea, ao mudar para São Paulo e ter que morar num apartamento, em noites de chuva, principalmente nos finais de semana, colocava uma latinha de vazia de Massa de Tomate marca Peixe, do lado de fora da janela, só para escutar o barulhinho.

Nesta madrugada veio ao meu encontro uma lembrança não muito agradável. Já incomodado com um ruído pausado que vinha do corredor, levantei-me e dei de cara com a sumida.

Poucos devem saber do que se trata. Goteira. Pingos miúdos caindo pelo bocal da lâmpada. Possivelmente originado de uma telha quebrada.

A emenda saiu pior do que o soneto ao posicionar um balde em baixo. Ruído irritante, só suspenso com a colocação de um pano de chão no fundo da vasilha.

É a vida...

Viver é Perigoso