sábado, 27 de junho de 2020

TOMOU O BARCO




Tomou o barco ontem, em Nova York (26/6) o designer Milton Glaser. No mesmo dia do seu aniversário. Estava com 91 anos. 

O designer gráfico americano Milton Glaser, era conhecido por seu estilo retrô e alegre, que contribuiu para moldar a identidade visual da cultura popular americana nos anos 1960 e 1970. Ficou ainda mais conhecido pelo célebre logotipo "I love NY".

Glaser foi o autor, em 1967, do pôster promocional do best-of de Bob Dylan, que representava o perfil do cantor à sombra, com seus cabelos psicodélicos ao vento. Mais recentemente, concebeu o pôster da última temporada da série de TV "Mad Men", em 2014.

Glaser fundou a WBMG, uma empresa de design de publicações que reformulou dezenas de jornais e revistas nos Estados Unidos e no exterior, incluindo o "Washington Post", nos EUA, e "O Globo", no Brasil. 

No final dos anos 80, projetou o logotipo da aids para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e um logotipo para "Anjos na América", peça ganhadora do Prêmio Pulitzer de Tony Kushner, além de pôsteres para o 50º aniversário da Vespa, em 1996.

O designer recebeu das mãos do presidente Barack Obama a medalha americana das artes em 2009, primeiro profissional do seu ramo a receber a mais alta distinção do governo americano concedida aos artistas.

Viver é Perigoso

PGR PROMOVE FESTA NO PT

Três procuradores decidiram deixar o grupo da Operação Lava Jato na Procuradoria Geral da República, em Brasília, devido a uma divergência da PGR com a força-tarefa da operação no Paraná. Fontes confirmaram que a saída dos três é uma reação ao pedido da coordenadora da Lava Jato na PGR, subprocuradora Lindora Maria Araújo, de acesso a dados das forças-tarefas da operação nos Estados.

Declarou Sérgio Moro: 

"Aparentemente, pretende-se investigar a Operação Lava Jato em Curitiba. Não há nada para esconder nas investigações, embora essa intenção cause estranheza. Registro minha solidariedade aos procuradores competentes que preferiram deixar seus postos em Brasília."

Viver é Perigoso

JUÍZO MOÇADA !


Estudo feito em Minas Gerais nas últimas eleições, constatou que simpatizantes do PT tendem a acreditar em notícias falsas favoráveis ao partido, enquanto antipetistas aceitam aquelas que reforçam suas crenças anteriores. Os dois grupos não mudaram muito de posição mesmo ao serem informados de que era tudo mentira.

Mas os eleitores apartidários, que são maioria no Brasil, são bem mais céticos diante de informações falsas. É inegável o desserviço prestado pelas fakenews ao poluir o ambiente social e provavelmente contribuir para a polarização política, mas estão longe de ter a influência sobre os eleitores a elas atribuída.

Mas se uma fakenews tem pouco efeito para eleger, ela pode ser fatal para o candidato que for pego e denunciado por disseminá-la. Porque antes mesmo de ser tipificada criminalmente, moralmente a notícia falsa já é criminalizada. E também será aquele político que manipular a informação e usá-la de má fé para ganhar a eleição. Ele pode até não ser preso ou punido por isso, mas será destruído perante a opinião pública.

Ou seja, a fakenews passa a influenciar a eleição não por seu conteúdo, mas por seu remetente, que corre o risco de passar por mentiroso. E se ele mente para ganhar a eleição, o que não fará no poder?

Daí a importância de uma cobertura ética e profissional das eleições. Diante desse contexto, as campanhas serão, cada vez mais, obrigadas a certificar a qualidade da informação que divulgarem. 

Com a tecnologia e a velocidade que ela imprime à informação virtual, a mentira tem a perna cada vez mais curta – e o feitiço pode se virar contra o mentiroso.

Bianca Alves - Os Novos Inconfidentes

Viver é Perigoso

POPULISMO DIGITAL


"...Como no caso de todos os populismos anteriores, é o movimento de um grupo político que busca a tomada do poder, normalmente via eleições. O populista sempre constrói um discurso no qual ele é o único a representar os interesses do povo contra uma elite mal-intencionada.

Quem desenvolveu a técnica tem nome. É um milanês morto dum câncer cerebral em 2016 chamado Gianroberto Casaleggio. Era executivo da Olivetti, foi CEO de uma consultoria online chamada Webegg, e fazendo experimentos sociais em fóruns online percebeu que conseguia manipular a construção de consensos. O que Casaleggio percebeu é uma dinâmica típica do mundo virtual. Se, num debate, muitas pessoas caminham na direção de um consenso, o resto do grupo tende a acompanhar.

Ou seja: surge um debate na internet. Os manipuladores, em massa, começam a publicar opiniões num mesmo sentido. Estes manipuladores podem ser pessoas de verdade. Podem ser três ou quatro operando 50 contas falsas. Podem ser robôs. Não importa. A maioria do grupo, sem perceber que está sendo manipulado, tende àquele caminho.

A técnica de Casaleggio foi empregada para inventar um partido político do nada, o Movimento 5 Estrelas, e transformá-lo no maior da Itália. Foi o suficiente para chamar atenção do populista britânico Nigel Farage, que foi a Milão, tomou notas e mergulhou no processo, voltou para o Reino Unido e o empregou – conseguiu aprovar o Brexit. Saltou aos olhos de Steve Bannon, que adaptou as técnicas em território americano enquanto tocava a campanha de Donald Trump. E, claro, copiando Trump o time Bolsonaro fez o mesmo no Brasil.

As plataformas têm responsabilidade. Seus algoritmos ajudam a ampliar a voz de poucas pessoas, acelerando a estratégia para formar consensos artificialmente. Fake news, assim como bots, fazem parte da palheta de ferramentas da manipulação. Mas o que ameaça a democracia é seu sequestro pelo método de Casaleggio. É hora de botar foco nisto. "

Pedro Doria

Blog: Olho no lance moçada.

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