quarta-feira, 24 de junho de 2020

FALOU E DISSE


A interrogação jornalística é perturbadora. Queima, arde, irrita. É uma afta insuportável. Mas é preciso alertar aos que a temem. Ela é ferramenta básica dessa atividade. A sombra perseguidora de alguns. Parece óbvio, mas o óbvio passou a ser muito necessário. É por isso que o jornalismo pode ser tão perturbador. A interrogação é aliada de uma sociedade bem informada, que deseja e que compreende a importância da interpretação mais honesta possível dos fatos. É sangue da democracia, com seu tenso, às vezes, incompreensível e confuso sistema de pesos e contrapesos. Fazem parte a divergência, a dúvida, a liberdade de interpretação, o respeito à maioria e à Constituição.

Não é de se estranhar, por isso, que o barulho de uma interrogação para um autoritário, de pensamentos antidemocráticos, dentro da democracia, soe como uma facada. Perfura a alma e os desejos mais fortes de ocultação. A reação de quem não a suporta é imediata, intempestiva e reveladora. Conheça, de fato, um agente público e político, conheça alguém que deve satisfação de seus atos à sociedade, colocando-os diante da interrogação.

Laerte Cerqueira

Viver é Perigoso

SÓ BLUES



Viver é Perigoso

AUTOCRÍTICA


"Existe até quem me ache legal, mas na verdade eu sou insuportável. Tenho hábitos e manias que certamente as pessoas só aguentam por educação, delicadeza ou amor.
Defendo teses estapafúrdias com fervor, considero qualquer coisa que eu goste a melhor do mundo, qualquer coisa que eu não goste a pior e procuro, a todo custo, fazer com que os outros tenham a mesma opinião. Sou uma espécie de acionista da verdade e da razão.
Tenho uma memória incrível, me lembro de absolutamente tudo, só que única e exclusivamente do que me interessa.
Evidentemente, tenho muito outros defeitos em diversas áreas.Mas espero que esta simples mostra já sirva de alerta para você, que não me conhece."

Washington Olivetto

Viver é Perigoso

AGORA VAI !


Os senadores têm nas mãos nesta quarta-feira (24) a possibilidade de dar uma vida mais digna a mais de 30 milhões de brasileiros que não têm água tratada e a outros 104 milhões que ainda convivem com esgoto a céu aberto, sem tratamento.

Há mais de dois anos em debate no Congresso Nacional, com idas e vindas e medidas provisórias que caducam, a proposta do novo marco legal do saneamento básico deve ser votada nesta quarta. Se aprovado pelos senadores como está, o texto segue para sanção do presidente da República.

Viver é Perigoso

EFEITO QUEIRÓZ


Ouvido hoje na Boa Vista, é claro;

- Puxa vida ! o Presidente Bolsonaro até que não está se saindo mal nos últimos três dias. Longe dos microfones e câmeras, dá para tocar a vida. 

Éh...

Viver é Perigoso

É A VIDA...


O acontecido é sempre citado nas conversas americanas. 

James Davenport (1716/1757) foi um conhecido e discutido pregador itinerante americano.

Davenport costumava dizer que podia distinguir pessoas que foram salvas versus pessoas que foram condenadas apenas olhando para elas.

Em 7 de março de 1743, Davenport exibiu talvez o seu comportamento mais bizarro, em um incidente que lhe deu uma fama duradoura - ou infâmia. 

Ele levou uma multidão a queimar uma grande pilha de livros; naquele dia, ele os chamou para jogar suas roupas caras e sofisticadas no fogo, a fim de provar seu total compromisso com Deus. Empolgado, tirou as calças e as jogou na fogueira. Uma mulher na multidão rapidamente agarrou suas calças para fora das chamas e as devolveu a Davenport, pedindo-lhe que se controlasse. 

Esse ato quebrou o feitiço de Davenport.

Davenport tinha ido longe demais, carisma ou não, e a multidão rapidamente se dispersou. 

A história se repete. Em Brasília um político ocupando o cargo máximo da Nação, de uma forma ou de outra, está jogando suas calças na fogueira, indo longe demais. 

Alguns de seus assessores estão se matando para retirar suas roupas da fogueira e a multidão de seguidores rapidamente está se dispersando.

Viver é Perigoso