segunda-feira, 15 de junho de 2020

ROMEU E JULIETA


Até parece que existiram de fato. Personagens quase que reais.

Que fique claro. Estava na região a trabalho, mais precisamente em Brescia e num sábado, dei um pulo para conhecer Verona. Relativamente próximo. Uns 80 kms e 1 hora de carro.

Lugar bonito. Fui para conhecer a Arena de Verona, extraordinária construção dos anos 30 dC. Hoje palco de grandes espetáculos. Valeu a pena.

Impossível não sentir naquela cidade a força da tragédia "Romeu e Julieta" escrita por William Shakespeare em 1591. Obrigatório conhecer aquela que seria a "Casa de Julieta".

Afirmam que a história é verdadeira e teria acontecido em 1303. Documentos indicam que a Casa de Julieta foi construída nessa época, mas pertencia a família dos Cappellos (irão comentar que um ramal da família acabou vindo para Itajubá e produzindo balas).

O único elemento comprovado é que as famílias Montecchi e Capuleto realmente existiram, embora os Capuletos morassem na vizinha Brescia.

Também na cidade, no Convento de San Francisco existe a Tomba di Giulietta, suposto túmulo onde Julieta foi enterrada. Ouvi falar, mas lá não fui.

Viver é Perigoso 

MOMENTOS MÁGICOS



Viver é Perigoso

OLHA ELA AÍ DE NOVO


A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, revogou nesta segunda-feira (15/6) a permissão de emergência para o uso da hidroxicloroquina e cloroquina como tratamento para a Covid-19. Por meio de documento, o órgão informou que "não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina possam ter eficácia no tratamento da doença e que seus benefícios superem riscos conhecidos e potenciais".

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FLEXIBILIZAÇÃO


Muita discussão sobre a flexibilização do comércio em Itajubá. Presume-se que o Prefeito tenha dados em mãos (situação atualizada e real sobre o número de casos de coronavírus, não só na cidade, como em toda a micro-região (disponibilidade de atendimento emergencial, andamento dos testes, etc).

Em conversas e combinações com o Ministério Público, de forma disciplinada, as decisões terão que ser tomadas.

No caso, nada a questionar.

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AGUARDEM !


Por uns longos tempos não deveremos ser bem vindos em outros países. As portas estão se fechando para os brasileiros. Os EUA já tomaram essa providência. A União Europeia caminha para isso. Os nossos vizinhos fronteiriços redobraram a vigilância para evitar visitantes indesejados.

Talvez a saída seja anexar ao passaporte um laudo médico, com carimbo da Polícia Federal, comprovando que viajante já adquiriu anti-corpos contra o novo coronavírus.

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CLARIN DA BOA VISTA - BREAKING NEWS


País sem Ministro da Educação ou País com Ministro sem Educação ?

Clarin da Boa Vista

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POR ENQUANTO

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LIVRO, PRESENTE DE AMIGO



"Fazia tempo que um livro não me absorvia e emocionava tanto como esta descrição tão honesta, tão veraz e tão lúcida de uma ilusão que compartilhamos tantos latino-americanos com a Revolução Cubana."

Mario Vargas Llosa

Livro "Nossos Anos Verde-Oliva" - Roberto Ampuero (494 páginas para se ler num fôlego só).

Todos nós do Clube de Risco (por idade) fomos na juventude um pouquinho de esquerda. Interessante conhecer a história que vivemos, mesmo de longe, por um outro ângulo. Salvador Allende caiu (ele foi morto) no Chile no dia 11/9/1973. Inesquecível: Dia do meu casamento. 

Ampuero, um jovem chileno sai de seu país, em 1974, fugindo da ditadura de Augusto Pinochet e buscando refúgio no comunismo da Alemanha Oriental. Apaixona-se por Margarita, nada menos que a filha do poderoso embaixador de Fidel Castro em Moscou, o comandante Ulises Cienfuegos. Com a ajuda do embaixador, parte para Cuba, onde a revolução havia surgido da vontade das massas. Da ilha da Liberdade e longe da sombra do regime militar, o jovem espera que seu país natal recupere o caminho democrático.

Dramática a sua desilusão. Por não estar tão envolvido e por ver a paisagem do alto da ponte, caí na real bem antes.

Mario Vargas Llosa recomendou a leitura. Eu li encantado. 

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O TAMANHO DO TOMBO


Há instituições de excelente reputação técnica trabalhando com queda do PIB brasileiro, em 2020, em torno de 10%. A taxa de desemprego, com os devidos ajustes sazonais, deverá ser de 18%, na média do último trimestre. É um tombo e tanto, o maior já registrado, em um só ano, em mais de um século.

Nas finanças públicas o estrago também será grande. O déficit primário da União, em 2020, deve superar 10% do PIB. A Dívida Líquida do Governo Geral (DLGG) – o melhor indicador, a meu ver, do grau de vulnerabilidade fiscal de um país – deverá saltar de 58% do PIB, no final do ano passado, para 72%, em 2021.

É um grande equívoco atribuir tal tombo ao isolamento social, adotado pelos governos estaduais e municipais, em maior ou menor escala, na maior parte do País, contrariamente à orientação presidencial. O vilão é o vírus, não as medidas destinadas a reduzir a velocidade de contágio, de forma a evitar o colapso do sistema de saúde e, portanto, salvar vidas.

Sem elas, a esta altura, o número de mortes tenderia a atingir patamar assustador. O medo e o instinto de preservação natural do ser humano afastariam as pessoas das ruas, do comércio e dos serviços. A retração econômica poderia ser igual ou maior à que vamos observar, com a agravante de perder muito mais vidas. Não se trata de mera conjectura. Há evidências internacionais que suportam essa afirmativa. 

A economia brasileira já dava sinais de fragilidade desde o início do ano, antes da pandemia. A agenda fiscal e de reformas pró-produtividade não avançava. Muito disso se deve à forma desastrada como Bolsonaro conduzia o governo. Desde a posse, o presidente foi uma fonte recorrente de agitação do cenário político.

O País embarcou numa verdadeira montanha-russa de turbulências políticas que colocaram na agenda de discussões relevantes o impeachment do presidente e até a possibilidade de alguma ruptura da ordem democrática. 

Claro que isso provocou o aumento das incertezas e afetou negativamente a imagem brasileira no exterior. As consequências econômicas disso são óbvias: inibição dos investimentos, fragilização do mercado de trabalho e do consumo e fuga de capitais.

As previsões não são, necessariamente, prenúncios de descontrole fiscal duradouro. Tudo depende de como o governo irá conduzir, em conjunto com o Legislativo, a agenda de reforma e as políticas públicas necessárias para tratar as sequelas deixadas pela crise.

Mas, infelizmente, a notória falta de envergadura de Bolsonaro para o cargo que ocupa não dá lugar para cenários otimistas.

Opinião - Cláudio Adilson Gonçalez - Estadão

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