terça-feira, 9 de junho de 2020

NADANDO DE BRAÇADA


Os cofres públicos municipais serão os mais agraciados com as recentes medidas de ajuda financeira. As prefeituras serão bem irrigadas e algumas podem até sair mais ricas da pandemia. Em Minas, outros fatores propiciarão ainda mais dinheiro. E apenas para lembrar: não há nenhum ajuste fiscal como contrapartida para os auxílios.

No mês passado, foi aprovada uma ajuda do governo federal aos entes federados, que irá repassar ao total das cidades do estado algo em torno de R$ 2 bilhões. Esse dinheiro é de livre utilização.

Os municípios de Minas terão também R$ 178 milhões nas próximas semanas, provenientes das emendas parlamentares da saúde que o governo estadual prometeu pagar e R$ 61,2 milhões relativos a outras emendas de deputados cuja meta é repassá-las até o fim do ano.

A partir de abril, o acordo de Zema com os prefeitos, referente ao confisco de imposto por parte do ex-governador Pimentel, começou a render aos municípios cerca de R$ 233 milhões.

O total que já está sendo depositado – ou na iminência de – chega a R$ 2,4 bilhões, o equivalente a 40% do total arrecadado ano passado por 848 municípios – todos no estado com exceção da capital e dos quatro maiores: Juiz de Fora, Betim, Uberlândia e Contagem.

Aliado a todos esses fatores, existe o acordo do Estado relacionado às indenizações da Lei Kandir. Por meio dele, poderão ser transferidos a partir do ano que vem alguns milhões aos municípios mineiros. Como se não fosse suficiente, a Caixa Econômica ainda abriu a torneira de recursos para liberar a todos os municípios do Brasil R$ 4,9 bilhões em empréstimos.

Essa irrigação de recursos nos Executivos municipais ocorre no momento em que as regras fiscais estão mais relaxadas. Com o aval de deputados estaduais, milhares de prefeitos conseguiram decretar suas cidades em calamidade pública. Nessa situação, o ente tem liberdade para fazer gastos sem licitação e a Lei de Responsabilidade Fiscal é flexibilizada.

O que preocupa nesta situação é que a maioria dos repasses virão sem contrapartidas de ajuste fiscal. Ou seja, não há nenhum mecanismo para coibir as farras fiscais. O congressistas em Brasília inclusive proibiram uma condição nesse sentido, o que viabiliza até aumentos de salários.

Finalmente, é bom lembrar que tamanha liberdade e abundância de recursos chegam aos líderes locais justamente em um ano de eleições. E como ironizam muitos marqueteiros políticos, eleição cara é eleição perdida.

Marcelo Gomes - Novos Inconfidentes

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Jennifer Lawrence
Viver é Perigoso

CLARIN DA BOA VISTA - BROADCAST


Ainda sem dados oficiais e baseado em observações, o asfaltamento (ou aplicação de nova camada) em 100 kms de ruas no município (dados da imprensa), provocou sensível aumento nas vendas de skates e patins. 

Outro lado positivo foi a volta do trânsito de bicicletas para as vias de rodagem, deixando livre as calçadas.

Clarin da Boa Vista

Viver é Perigoso 

VENTOS DE GUERRA


A implantação do Segundo Turno nas eleições foi uma boa. Pena que na terrinha não tenha. Mas creio que imperando o bom senso, a questão pode ser equacionada.

Não considerando a chapa da situação, que certamente significará uma sequência, com perdas, do último e do atual governo, deveremos ter três candidatos com posições e pensamentos bem próximos.

Ricardo Mello, Roberto Bob e Ricardo Zambrana. Todos da área da saúde. Em condições normais não faz muito sentido eles se digladiarem. Os pre-projetos, baseados em conversas trocadas, seguem praticamente juntos. 

Interessante: As três candidaturas próprias serão muito elogiada pela atual situação. Em alguns casos, até incentivadas. Não duvidem.

Entende-se que todos possam ter a meta (sonho) de dirigir a cidade. 

Mas porque não pensar numa estratégia eleitoral. Após todos os esforços no sentido de candidatura única, por que não seguir em campanhas próprias com o compromisso de considerar a realização de uma séria pesquisa eleitoral, duas semanas antes do pleito, ou melhor, antes da definição dos nomes nas urnas eleitorais.

O mais bem posicionado, desde que 10 pontos percentuais acima do outros dois, seguirá avante com o apoio ostensivo dos outros dois, que publicamente, abririam mão das candidaturas.

Em termos partidários, em princípio, nenhuma dificuldade, desde que, (lamentavelmente), contando com o aval dos deputados/senador dominantes no município.  

Aparentemente uma utopia, mas de uma grandeza impar. Merece ser conversado.

Viver é Perigoso    

IMPERDÍVEL !


A ex-presidenta Dilma Rousseff será entrevistada ao vivo, amanhã, quarta-feira, às 11h, pelo EL PAÍS.

A entrevista será transmitida no site, na página do Facebook e no canal do Youtube do jornal espanhol.

Blog: Espera-se que tenha tradutor de libras e principalmente de português.

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PINDURA MILIONÁRIO


O Governo Federal deixou de pagar suas contribuições anuais ao orçamento da OMS em 2019 e 2020, acumulando dívida de US$ 32,4 milhões junto à organização. Os dados são dos balanços financeiros da OMS, atualizados pela última vez no último dia 31 de março. 

A parcela referente ao ano de 2018, de US$ 18,3 milhões, venceu no dia 1º de janeiro de 2019. Na mesma data em 2020, outra fatura venceu, no valor de US$ 14,1 milhões. 

De acordo com a OMS, os pagamentos do Brasil respondem por 2,9% do orçamento obrigatório do organismo. 

Pela Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, a primeira elaborada pelo Governo Bolsonaro, o Ministério da Saúde só dispõe de R$ 946,6 mil na rubrica de “Contribuição à Organização Mundial da Saúde”.

Blog: Favor quitar as anuidades antes de reclamar.

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VALE DA ELETRÔNICA


Demissões foram inevitáveis. Foram cerca de 1.000 empregos perdidos, em um universo de aproximadamente 14 mil trabalhadores, divididos em 153 empresas. 

A afirmação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto.

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POIS É...



Entrevista do Cel. Elcio Franco, número 2 do Ministério da Saúde, que contou com a presença de uma caveira com uma uma faca enfiada na forma de um broche na lapela.

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NO PÁREO

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NO PAÍS TROPICAL


Só formalizando. Os governadores e prefeitos estão decidindo o que pode e o que não pode. O presidente não pertence a nenhum partido. O Ministro Guedes negocia, libera os recursos toca o dia a dia. Os Ministros do STF corrigem os rumos e puxam as orelhas. Políticos de esquerda continuarão ocupados com processos e curtindo prisões domiciliares. Os políticos de direita seguirão batendo palmas. Os de centro, controlando as contribuições dos seus indicados para cargos. Os grandes jornais seguirão buscando, analisando e publicando índices diversos. A televisão passará a dar apenas um flash semanal, aos domingos pela manhã, sobre o presidente. Por exigência do Centrão, serão trocados os ministros da Educação e Relação Exteriores. O gabinete do ódio no Planalto será fechado. Não só uma esteira nova, mas toda uma academia de ginástica será adquirida para o Palácio do Jaburu. Definitivamente, o Congresso seguirá funcionando em Home Office, com redução de 80% dos funcionários de gabinete. A cor branca da saúde será substituída pelo verde clarinho.
Nada de desgastes com impeachment. 
Discutir projeto de Lei que garanta 11 meses de férias para toda a família presidencial, com obrigatórios 30 dias de trabalho.
O presidente e família  serão responsáveis tão somente pelo Ministério da Pesca.

De tudo, de tudo, não perderemos o voto dado.

E vamos que vamos, salvando-se quem puder.

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