domingo, 29 de março de 2020

MUDAR É O NOSSO NEGÓCIO


Situação agrava-se . Em questão de dias ou horas, a fala presidencial por estas bandas vai mudar. Trump está mudando.

Clarin da Boa Vista

Viver é Perigoso  

SITUAÇÃO


Viver é Perigoso

ANEXO DE CARTA QUE RECEBI



São Paulo, 29 de março de 2020

Camarada,

Nem tudo está perdido. Prá levantar o astral, "nunca aos domingos.

W, Etrusco

Viver é Perigoso

BEAU GESTE


A Gerdau, a Ambev e o hospital Albert Einstein deram uma lição ao grande empresariado nacional. Anunciaram a doação de um centro de tratamento de Covid-19 com cem leitos à prefeitura de São Paulo. Em duas semanas entregarão 40 leitos e, até o fim de abril, estarão prontos os outros 60. A unidade atenderá pacientes do SUS.

O pavilhão ficará anexo ao hospital M’Boi Mirim, na periferia da cidade. A Gerdau doará a estrutura do prédio, a Ambev bancará o custo, e o Einstein cuidará dos pacientes. Nenhum grande acionista da Gerdau ou da Ambev ficará mais pobre com a doação..Sem espetáculo, fizeram o que acharam que deviam.

O colégio Miguel de Cervantes, situado nas proximidades do Einstein, abriu 300 vagas para filhos de enfermeiros, técnicos e médicos do hospital. A escola ocupa uma área de 60 mil metros quadrados e as crianças ficarão lá durante os turnos dos pais, assistidos por voluntários, sem contato físico. O hospital fornecerá a alimentação da garotada. Outro colégio da cidade, o Porto Seguro, aderiu à iniciativa.

Em Manaus, uma rede de lojas Bemol doou ao governo do estado seu estoque de mil colchões e máscaras. (Repetindo, doou o estoque.) No Rio de Janeiro, pizzarias continuam mandando refeições aos profissionais de saúde da cidade. Alguns deles trabalham em turnos de 24 horas.

Coisas assim parecem gotas d’água, mas como dizia Madre Teresa de Calcutá :

“toda vez que eu ponho minha gota no oceano, ele fica maior”.

Quando ninguém sabe o que fazer, ou quando as rotinas não apontam uma saída, surgem loucos que se revelam gênios.

Em 1906, a cidade de San Francisco foi destroçada por um terremoto, seguido de incêndios. Amadeo Giannini tinha um pequeno banco e sua clientela eram os pobres. Ele alugou um caminhão de lixo e tirou todo o dinheiro de seu cofre. A grande ideia de Giannini foi botar uma mesa na rua. Ele passou a emprestar dinheiro a quem estivesse precisando, confiando nos fios dos bigodes. Ele contava que recebeu de volta tudo o que emprestou e que, no primeiro dia dessa operação maluca, recebeu depósitos equivalentes a 1,5 milhão de dólares em dinheiro de hoje.
Mesmo que tenha exagerado, seu tamborete virou o Bank of America, um dos maiores dos Estados Unidos e ele entrou para a história da banca.

Durante a crise financeira de 2008 o professor Ben Bernanke (Stanford) estava à frente do Federal Reserve Bank americano. Ele era um verdadeiro economista liberal e fizera carreira estudando a Depressão dos anos 1930.
A situação estava tão braba que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, em jejum, trancou-se no banheiro para vomitar.
Ambos decidiram despejar dinheiro no mercado, resgatando empresas que corriam o risco de quebrar, espalhando o pânico. Era o contrário do que havia aprendido, ensinado e praticado. Diante do que parecia uma contradição, ele ensinou ao mundo e a seus pares:

“Não há ateu em trincheira, nem ideólogo em crise financeira”.

Extraído de escrito do Élio Gaspari 

Viver é Perigoso

É PRECISO REPENSAR TUDO


A crise é totalitária - afeta tudo - terá efeitos prolongados e, portanto, nos obriga a repensar tudo, em todas as esferas.

Na pessoal, claro: papéis familiares que devem ser redefinidos e reacomodados à velocidade da luz, compactados em uma nova dimensão. 

No profissional, evidentemente: um imenso esforço em digitalização e eficiência remotas; a engenhosidade de cada um para redirecionar, revitalizar atividades paralisadas ou corroídas pela crise do vírus.

E, como não, na vida pública, o papel dos Governos e do mercado.

O mundo entrou em coma e a respiração assistida —de doentes humanos, de empresas em crise, de milhões de pessoas em dificuldades financeiras— só pode ser propiciada pelo conglomerado de instituições públicas. 

As administrações públicas são o pilar da salvação nas duas frentes: a econômica e a da saúde. Nos dois casos, a ação de agora determinará nosso futuro em múltiplos aspectos.

Na frente da saúde, o objetivo é proteger a vida dos cidadãos e o reforço das estruturas hospitalares.

Na frente econômica, o objetivo é evitar uma depressão brutal. Para isso, é necessário injetar dinheiro na economia para, antes de tudo,  preservar empregos e a capacidade produtiva e, quando isso não for possível, apoiar os desamparados. Isso exigirá uma brutal acumulação de dívida pública para compensar o colapso do faturamento privado. 

Encontrar o equilíbrio ideal nesse cenário é  um dos maiores desafios que a humanidade enfrentou até hoje.

“o preço da hesitação pode ser irreversível”. 

Andrea Rizzi - El País

Viver é Perigoso

HOJE NÃO É DIA DE ROCK


Tomou o barco em Nova York, por complicações decorrentes do novo coronavírus, o músico norte-americano Alan Merrill, autor da composição "I Love Rock 'n Roll". Ele tinha 69 anos e estava internado no hospital Mount Sinai. 

Sua filha Laura, Laura, descreveu os últimos momentos com seu pai. De emocionar.

"O coronavírus levou o meu pai esta manhã. Deram-me dois minutos para me despedir antes de me apressarem. Ele parecia tranquilo e, quando eu saí, ainda havia um vislumbre de esperança de que ele não fosse um ticker do lado direito da tela de notícias da CNN/Fox. Andei 50 quarteirões para casa ainda com esperança no meu coração. A cidade que eu conhecia estava vazia. Senti que era a única pessoa aqui - e talvez, de uma certa forma, eu era. Quando entrei no meu apartamento, recebi a notícia de que ele tinha morrido. Como é que isso pode acontecer? Estive no show dele há algumas semanas. Tinha acabado de fazer a foto dele para o novo álbum. Enviei mensagens mais cedo. Fiz um milhão de piadas sobre a "rona " e como vai "ficar"... cara, me sinto estúpida. (...) Se há alguma coisa que posso fazer é implorar para que levem isso a sério. Dinheiro não importa. Pessoas estão morrendo. (...) Fique em casa, se não for por você... para os outros. Essa coisa é real. Provavelmente, não vamos poder chorar como em um funeral tradicional. Acabei de perder o maior amor da minha vida e não vou poder abraçar ninguém porque fui exposta e preciso ficar em quarentena por duas semanas.... sozinha. Não sei como processar isto. Por favor, mantenha-se seguro. Ninguém é imune a isso".

Viver é Perigoso

DIÁLOGO POSSÍVEL


- E aí Ministro, o Senhor, especialista no assunto, faz um pronunciamento nacional, todo mundo entende e respeita, aí vem o Chefe, no dia seguinte, e em atos e palavras desdiz  tudo. Como é que fica ?

- Liga não. Ele é assim mesmo. Dá um trabalhão para a gente, mas a vida segue.

Viver é Perigoso

DOMINGÃO

Viver é Perigoso

GRIPE ESPANHOLA - 1918


Viver é Perigoso