quinta-feira, 19 de março de 2020

EM DEFESA DA HONRA


Quando menino na Boa Vista, é claro, vez por outra acontecia um desentendimento entre dois moleques valentes. Ou ocorria no antigo campinho de futebol do Vasco, ou na prainha do Sr. Felipe ou mesmo, um acerto de contas na saída da aula do Grupo Escolar Rafael Magalhães.

Coisas de pouca monta. Um teria piscado para a irmã do outro e esse teria chamado a vó do galanteador de bicicleta sem rodas.

Acontecia sempre de ter um "grandão" para incentivar a contenda.

Com os dois adversários frente a frente e com os braços em posição de combate, o "grandão" esticava o braço com a mão espalmada na altura dos rostos dos briguentos e dizia: Aquele que for mais homem cospe na minha mão. Lógico, que o mais ofendido cuspia (interessante o cospe mudando para cuspia). O "grandão baixava a mão e o cuspe atingia um ou os dois brigões.

O pau comia feio e era o responsável por ligeiros hematomas e arranhões. A inimizade durava por um bom tempo. 

Quando o piso era terra, o grandão riscava uma linha no chão e dizia: o que for mais homem pisa no território do outro. E lá vinham cacetadas.

Hoje mudou pouca coisa. A internet substituiu o grandão e diga-se, com vantagem, publicando: Quem irá bater mais panelas ? Quem conseguirá fazer mais ruídos ?

Beira o ridículo.

Viver é Perigoso

OUTONO CHEGA AMANHÃ



Viver é Perigoso

EU VEJO TUDO


Viver é Perigoso

ANIVERSÁRIO SEM FESTAS

Estrutura da UTI nova da Santa Casa de Misericórdia de ITAJUBÁ no 5° andar disponível para atender a população, porém faltam equipamentos para sua funcionalidade.

Vereador Antonio Raimundo Santi



Blog : Que falta a Fundação Mahle Faz ! Força centenária Santa Casa de Misericórdia de Itajubá, que segue na luta sem o apoio da Administração Pública local.

Viver é Perigoso  

NÃO É POR NADA NÃO.


Antonio Hamilton Martins Mourão nasceu no dia 15 de agosto de 1953, na cidade de Porto Alegre. Filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão, ambos amazonenses.

Ingressou no Exército Brasileiro desde 26 de fevereiro de 1972, quando entrou na Academia Militar das Agulhas Negras. Três anos depois, em dezembro de 1975, Hamilton Mourão foi designado aspirante-a-oficial da arma de artilharia. 

Além dos cursos de formação, de aperfeiçoamento, de altos estudos militares da escola de comando e estado-maior do Exército Brasileiro e do curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, concluiu os cursos Básico de Paraquedista, Mestre de Salto, Salto Livre e Guerra na Selva. 

Durante a trajetória militar, ele foi instrutor da Aman, cumpriu Missão de Paz em Angola, foi adido militar na embaixada do Brasil na Venezuela e comandou o 27° Grupo de Artilharia de Campanha em Ijuí (RS).

Como Oficial General comandou a 2ª Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (AM ) e a 6ª Divisão de Exército em Porto Alegre (RS). Foi Comandante Militar do Sul e Secretário de Economia e Finanças do Exército. 

O General Mourão foi também presidente do Clube Militar na cidade do Rio de Janeiro.

Após deixar a ativa, em fevereiro de 2018, filiou-se ao PRTB, iniciando assim sua carreira política. Nas eleições de outubro de 2018, foi eleito vice-presidente da República na chapa do presidente Jair Bolsonaro, posto que ocupa desde o dia 1º de janeiro de 2019.

Foi casado com Ana Elisabeth Rossell Mourão desde 1976, com quem teve dois filhos: Antônio e Renata. Viúvo em 2016, casou-se dois anos depois com Paula Mourão.

E segue a vida...

Viver é Perigoso

A COISA É SÉRIA

Viver é Perigoso

OUTROS TEMPOS


Convivemos com um amigo, na Boa Vista, é claro, durante alguns anos. Atencioso e conhecido por todos. Tomou o barco há muito tempo. Era médico.

Fez o bem para muita gente.

Estamos lembrando dos anos 60 e nosso personagem, com quem tive muitas conversas, chamava a atenção de todos por já viver naquela época, tempos de coronavírus.

Já atendia os clientes portando máscara (de tecido), substituídas de tempo em tempo. Por nada, durante o trabalho, afastava-se de luvas de plásticos. Na época de plástico mais grosso e, com certeza, desconfortáveis.

Despachava suas receitas médicas escritas com uma indefectível caneta Bic com tinta azul. Jamais a portava sem que não estivesse devidamente envolta em um guardanapo de papel. 

Usava um jaleco pela manhã e outro no período da tarde. Eram lavados em separado e com cuidados e desinfetantes especiais.  

Era inseparável de uma latinha achatada, de aço inox, com detalhes incrustados, parecida com essas de whisky portadas em filmes antigos, contendo cachaça canforada temperada com alguns cravos da  Índia.   Após inevitáveis cumprimentos de mão, que eram restringidos ao máximo, de imediato e mesmo diante do interlocutor, despejava um golinho do líquido e esfregava nas mãos.

Circulava pouquíssimo. Trabalho e casa. Janelas sempre cerradas. A vida toda foi assim.

Apesar do distanciamento de todos e da aparente esquisitice, era considerado uma boa pessoa.

Tive a oportunidade e a honra de acompanhá-lo em uma longa viagem. Ainda estudante e por ser período de férias, funcionei como motorista.

Tive oportunidade de observar os seus cuidados ímpares, que para os mais simples, tratava-se de enjoamento. Para alguns de seus colegas, considerando a comprovada desunião da classe, tratava-se de uma espécie de paranoia.

Foi um bom homem, que se estivesse entre nós nesses tempos viróticos, não estranharia nada.

Homem de visão futurística.

Viver é Perigoso

PROVOCAÇÃO EVITÁVEL



Viver é Perigoso