quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

AGORA VAI !




O Comando da Aeronáutica assinou ontem (30) um contrato sigiloso de US$ 33,8 milhões (cerca de R$ 175 milhões ao câmbio de ontem) com uma empresa da Finlândia para adquirir um satélite, sem licitação. O contrato foi assinado após a dispensa do processo de licitação ter sido autorizada pelo comandante da Aeronáutica, o brigadeiro do ar Carlos Moretti Bermudez.

A contratada pela Aeronáutica foi a Iceye, uma empresa finlandesa fundada em 2014 que trabalha com satélites do tipo SAR (do inglês, Radar de Abertura Sintética). Chamado de satélite-radar, é usado para observação da Terra. Ele emite pulsos que, em tese, permitem captar imagens mesmo em dias nublados.

Especialistas levantam dúvidas a respeito da necessidade e da eficácia do satélite adquirido.

O cientista Gilberto Câmara, que dirigiu o Inpe de 2005 a 2012 e é o atual diretor do GEO (em português, Grupo de Observação da Terra), uma parceria intergovernamental entre mais de cem países-membros, a Comissão Europeia e 115 organismos internacionais, disse que :

"esse tipo de satélite pode ser bom para "diferenciar gelo de água, como na Finlândia", mas é inadequado para observar a Amazônia, já que não consegue diferenciar, por exemplo, árvores de gramíneas. Ele considerou a decisão da compra "absurda e injustificável". O dado do desmatamento incomoda os militares, que querem ter o controle sobre ele."

Brazil...zil...zil...

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Aí que está o pulo do gato, um satélite que não diferencia floresta de pasto. Assim, o governo sempre terá o argumento que o desmatamento não está aumentando.