terça-feira, 3 de novembro de 2020

OUTROS TEMPOS


Fico só num exemplo marcante: a reação do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, senador John McCain, do Arizona, quando ficou clara que a vitória nas eleições de 2008 caberia ao então senador democrata por Illinois Barack Obama.

McCain, conservador, filho e neto de almirantes de quatro estrelas, ex-piloto de combate da Marinha americana durante a guerra do Vietnã que teve seu caça-bombardeiro abatido em 1967 perto de Hanói, no então Vietnã do Norte, foi capturado e gramou oito anos de prisão e torturas — um durão de almanaque, portanto — fez uma leal, mas dura campanha contra Obama.

Opôs-se ao adversário em praticamente tudo: a estratégia de Obama para as guerras do Iraque e do Afeganistão, a criação de um seguro-saúde estatal, o programa sobre mudanças climáticas, a questão dos suspeitos de terrorismo presos na base militar de Guantánamo, em Cuba… A lista é longa.

Na noite de 4 de novembro de 2008, porém, quando ficou claro que a maioria do eleitorado americano optara pela renovação que Obama significava - 69,4 milhões de votos (52,9%) contra 59,9 milhões (45,7%) - , McCain, o rival implacável, proferiu a célebre frase:

– Até agora, ele era meu adversário. Agora, ele é meu presidente.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

É Zelador, a gente vai concordar com ele e aceitar os nossos numa boa né? É a tar de democracia e respeito! 😷🙄🤔🇧🇷