quinta-feira, 12 de novembro de 2020

NOVO NORMAL


Afirma Pier Cesare Rivoltella, professor da Universidade Católica de Milão.

Em vez de trabalhar com a perspectiva de volta, gestores responsáveis por políticas públicas educacionais devem se concentrar em garantir um mecanismo de educação remota eficiente. 
Em vez de imaginar como voltar, é preciso focar as atenções em como fazer uma didática à distância de qualidade.

A experiência do professor anterior à pandemia é que fez a diferença. Aqueles que já tinham boas práticas, que eram inovadores, não tiveram problemas. Ao contrário, fizeram um ensino emergencial fantástico. O problema era aquele que não tinha prática, um professor muito tradicional e que não lidava com a tecnologia na prática cotidiana. Quando ele precisou dar aula à distância, foi uma pena. Isso causou uma enorme desigualdade. A gente teve experiências de ponta e outras muito ruins.

Uma política pública para qualidade no ensino remoto precisa disponibilizar conexões não pagas; plataformas de fácil acesso ao estudante; e, claro, capacitação de professores, formação de competências digitais e pedagógicas. Não é suficiente que o professor saiba usar a ferramenta, tem que ser de forma educativa.

Viver é Perigoso

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