quinta-feira, 22 de outubro de 2020

OS TEMPOS MUDARAM

 


Fui Cabo da PM, Pelotão Tigres da Mantiqueira, no 4º Batalhão de Engenharia e Combate. Não existia coisa mais importante que a hierarquia.

Estamos falando de pleno governo militar ou, segundo os comunistas, período da ditadura.

No mesmo cargo, prevalecia a antiguidade. Se o cara tivesse sentado praça 1 minuto antes de você, ele era superior e ponto final.

A patente máxima no quartel em Itajubá era Tenente-Coronel. E saiam debaixo quando ele estava no quartel. Até a bandeira era hasteada.

Seguiam: Major, Capitão, Tenentes (1º e 2º), Sub tenente, sargentos (1º, 2º e 3º), cabo e os soldados.

Pouso Alegre (sempre Pouso Alegre) já tinha general. A visita de um general provocava um rebuliço total. Uma semana todo mundo na faxina, ordem unida, lata de de nugget no coturno, kaol na fivela, barba e cabelo aparadíssimos. Ah ! Hino Nacional, Hino da Engenharia, da Bandeira, e outros, na pontinha da língua. 

Jamais imaginei uma enquadrada tão absurda, quanto a aplicada ontem pelo Capitão no General. Zoneou geral a hierarquia.

Castelo Branco era Marechal e Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo eram generais.

Sinceramente ? conhecendo um pouco o meio, imagino que isso não ficará assim.

Viver é Perigoso

4 comentários:

Anônimo disse...

A hierarquia militar entende e aceita q o presidente é o presidente, não mistura ! 👮‍♂️

Anônimo disse...

Discordo.
Militarmente Bolsonaro foi capitão.
No caso, foi uma enquadrada do presidente em um ministro (que por um acaso é militar e general).
H. Finn

Edson Riera disse...

H. Finn

Não é bem assim. Os militares não aceitaram. Primeiro, pela grosseria, segundo porque tinha sido combinado antes e terceiro pela pressão dos bolsonaristas. A voz rouca da caserna se fará ouvir.

Aguarde

Zelador

Anônimo disse...

Concordo. As pressões para que o general passe para a reserva voltaram. Se for pelo menos minimiza o desgaste e a humilhação. Observador da cena