quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ARROUBOS JUVENIS

Tive um estimado professor de história. Professor Júlio dos Santos, na realidade, Francisco Júlio dos Santos. Cearense de Quixadá, por vários anos, Presidente da Academia Itajubense de Letras e um dos mais cultos e fluentes oradores desta cidade.

Professor Júlio (1901/1982), foi grande entusiasta do integralismo, foi um dos mais ardorosos defensores e propagadores da doutrina de Plínio Salgado. Rotariano de primeira hora.

No Colégio de Itajubá e no Estadual. Pessoa extraordinária que me fez gostar de história. Permitia discordâncias e debates. Raramente, ao contrário de outras matérias, quando fui no máximo sofrível, deixei de tirar nota máxima em história.

Respondia as questões de acordo com os seus ensinamentos e entre parênteses, de acordo com o que eu acredita e com conhecimento obtido de leituras extra-curriculares.

O ensino oficial, na, época, era totalmente elogioso para com as decisões norte-americanas.

Marcou profundamente a abordagem da "Doutrina Monroe".

Para os que estão chegando agora, a chamada Doutrina Monroe foi anunciada pelo presidente americano James Monroe em sua mensagem ao Congresso em dezembro de 1823.

Disse Monroe:

"Julgarmos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência europeia "

Resumindo: "América para os americanos". Dizia não a criação de novas colônias na América, a não intervenção nos assuntos internos dos países americanos e a não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos países europeus como guerras entre estes países e suas colônias.

Sei lá, mas certamente influenciado pela leitura dos jornais assinados pelo meu Pai, desde então, via com preocupação o imperialismo ianque embutido. E discutia sobre, com o estimado Professor Júlio, que sempre demonstrou uma paciência enorme para comigo.

Continua me preocupando qualquer forma de imperialismo e sou um ativista contra a diplomacia do dólar e também, é claro, do rublo e do yuan /renmimbi. 

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Grande, saudoso professor de verdade, nunca perdia suas aulas, principalmente qdo pedia para as meninas sairem da sala e contava a vetdadeira historia, kkkk ,grande!