quinta-feira, 15 de outubro de 2020

À MESTRA, COM CARINH0


Corria 1956 para 1957. O Grupo Escolar Barão do Rio Branco promoveu um passeio dos alunos do 2º e terceiros anos primário. Saída de trem antes das seis horas da manhã e o dia inteiro no Parque das Águas de São Lourenço. Retorno para Itajubá às 18 horas.

Um vagão de passageiros exclusivo para a meninada e professoras. Tudo bem que se tratava de um carro chamado de segunda classe. Os bancos eram de madeira.

Primeira viagem ao exterior (de Itajubá) e ainda sem os país. Aventura completa, com direito a visita ao engarrafamento da famosa Água Mineral São Lourenço e na saída, como brinde, uma garrafinha miniatura de vidro.

Muita correria, pedalinhos e extenuação física na viagem de volta. Tristeza no embarque com a queda e a quebra da garrafinha recebida de presente. Resolvido: a professora deu a ganha por ela em substituição.

Sono solto. Não deu para ver a passagem pelas estações de Silvestre Ferraz (Carmo de Minas), Cristina, Anil, Maria da Fé e Pedrão.

Como dormir com a cabeça recostada da  beirada dura da janela do trem ? Inesquecível. A blusa Ban lon, rosa, dobrada, divina e levemente perfumada da Professora.

Professora. Nunca mais vi e jamais saiu das minhas lembranças. Dona Thereza Mokarzel.

Onde estiver, minha gratidão.

Viver é Perigoso

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