sábado, 12 de setembro de 2020

TEMPOS BICUDOS


- Com a chegada antecipada do verão e o  controle da pandemia, irei promover um coquetel para os amigos mais chegados, alternando margens da piscina e salões da biblioteca. Coisa para esquecer os momentos complicados que atravessamos na quarentena. Por favor, tudo do bom e do melhor. Quero música ao vivo, com trio ou quarteto voltado para o jazz.

- É a nossa tradição. Posso sugerir torradinhas de caviar, quiche lorraine, geléia de cebola Strasbourg, macarons de foie gras, folhado de camembert, choux de salmão e claro, foie gras. Podemos estudar também, asinhas de beija-flor tostadas em azeite nobre. Para beber, indicamos champanhe Moet&Chandon Cuvée Dry Imperial, Krug Brut, Dom Perignon e Veuve Cliquot. Vinhos, podemos servir Chateau Lafite, Mouton Rothschild, d`Yquem. Água, colocaremos a disposição dos convidados, Perrier gaseificada, Voss Still natural e San Pelegrino. Como saída, serviremos tacinhas de arroz doce.

- Tudo bem. Concordo com todas as sugestões, apenas peço que substitua o arroz doce por algo mais acessível, como Creme Brulée, ou tâmaras do Egito. Sabe como é, não quero mostrar ostentação neste momento de retomada da economia. Arroz ficaria fora das minhas possibilidades. Feche o orçamento e envie para o meu escritório. Tome o negócio como fechado.

Viver é Perigoso  

Um comentário:

Anônimo disse...

Aviso à nação: está proibida a partir de hoje em todo o território nacional a expressão “arroz com feijão”. Pensamento do dia: arroz, tô com saudades de te comer! Rarará! Até sonhei com você! E a revoltada com o preço do leite integral: “Essas vacas estão comendo o quê? Caviar?”. Rarará! Do impagável José simão