sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O MEIO É A MENSAGEM *



Já lá vão alguns anos que fui apresentado Sr. Robin Gunningham, ou seria Sr. Robert Del Naja,
ou ainda Robert Banks. Com certeza, Sr. Banksy. A apresentação foi feita pelo meu grande amigo Marquinhos Carvalho, que com antecedência inexplicável já tomou o barco.

Quase certo, um artista de rua inglês nascido em Bristol ali por 1973 ou 1974. 

Como, imagino que todos saibam, Banksy é o pseudônimo de um artista pintor de graffiti, pintor de telas, ativista político e diretor de cinema britânico.

A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncial. Seus trabalhos de comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo. 

Conhecido pelo seu desprezo pelo governo que rotula graffiti como vandalismo, Banksy expõe sua arte em locais públicos como paredes e ruas, e chega a usar objetos para expô-la.

Banksy não vende seus trabalhos diretamente, mas sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores. 

Suas obras são carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. O misterioso artista, cujas obras aparecem da noite para o dia em edifícios de todo o mundo, obteve em 2014 a marca registrada da União Europeia para esta imagem.

Hoje, notícias dão conta que Banksy perdeu uma batalha legal de dois anos com uma empresa de cartões comemorativos por seu grafite "The Flower Thrower", depois que o escritório europeu competente determinou que seu anonimato significa que ele não pode ser identificado como proprietário intelectual.

A decisão do Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), com sede na cidade espanhola de Alicante, diz respeito a uma das obras mais famosas de Banksy, na qual um homem de boca coberta lança flores como se fossem coquetéis molotov. A obra apareceu pela primeira vez em um muro em Jerusalém em 2005.

Há dois anos, a empresa Full Color Black, que fabrica cartões comemorativos e que queria usar a mesma imagem, lançou uma batalha judicial argumentando que a marca registrada foi obtida de má-fé, já que o artista nunca pretendeu usá-la aplicada a bens ou serviços. Uma justificativa com a qual as autoridades europeias competentes em matéria de propriedade intelectual já concordaram.

* Marshall McLuhan.

Viver é Perigoso

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