terça-feira, 19 de maio de 2020

CIÊNCIA MÉDICA - JUÍZO MOÇADA



Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da COVID-19.

Consenso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Brazilian for the pharmacological treatment of COVID-19. The task force/consensus guideline of the Brazilian Association of Intensive Care, The Brazilian Society of Infectious Diseases and The Brazilian Society of Pulmonology and Tisiology Data: 18 de maio de 2020


Apoio técnico:

Hospital Moinhos de Vento

Oswaldo Cruz - Hospital Alemão

Hospital Sírio-Libanês

RECOMENDAÇÕES

Recomendação 1: Sugerimos não utilizar hidroxicloroquina ou cloroquina de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência baixo) 

Recomendação 2: Sugerimos não utilizar a combinação de hidroxicloroquina ou cloroquina e azitromicina de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 3: Recomendamos não utilizar oseltamivir no tratamento da COVID-19, em pacientes sem suspeita de infecção por influenza (recomendação forte, nível de evidência muito baixo) Recomendação 4: Sugerimos utilizar tratamento empírico com oseltamivir em pacientes com síndrome respiratória aguda grave, ou em síndrome gripal com fatores de risco para complicações, onde não se possa descartar o diagnóstico de influenza (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 5: Sugerimos não utilizar lopinavir/ritonavir de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência baixo) 

Recomendação 6: Sugerimos não utilizar glicocorticosteroides de rotina em pacientes com COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 7: Sugerimos não utilizar tocilizumabe de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 8: Recomendamos utilizar profilaxia para tromboembolismo venoso de rotina em pacientes hospitalizados com COVID-19 (recomendação forte, nível de evidência muito baixo) Recomendação 9: Sugerimos não utilizar heparinas em dose terapêutica de rotina no tratamento da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 10: Sugerimos não utilizar antibacterianos profilático em pacientes com suspeita ou diagnóstico da COVID-19 (recomendação fraca, nível de evidência muito baixo) 

Recomendação 11: Recomendamos utilizar antibacterianos em pacientes com COVID19, com suspeita de coinfecção bacteriana (recomendação não graduada).

Blog: Ajuda recebida da: 

Rachel Riera, MD, MSc, PhD.
Professora Adjunta - Disciplina de Medicina Baseada em Evidências - Escola Paulista de Medicina (EPM), UNIFESP.
Coordenadora - Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde, Hospital Sírio-Libanês.
Co-diretora Oxford-Brazil EBM Alliance

Médica Pesquisadora voluntária -  Cochrane.

Viver é Perigoso

11 comentários:

Anônimo disse...

A croroquina é um santo remedio patriotico (tipo a pilula do cancer).
Quem é contra, certamente é comunista.
De tão bâo, vão colocar croroquina no leite materno.

Nao adianta, Zelador.
O povo do bolsonaro virou petista radical (com sinal invertido).
Só acreditam no que querem.
Perderam o compromisso com a realidade.

Edson Riera disse...

Croroquina

Falou e disse: "petista com sinal invertido". Não sei não, mas penso que os bolsonaristas são mais agressivos e claro, "religiosos".

Zelador

Anônimo disse...

Zé e Sônia mais uma vez parabéns pela Rachel. observador da cena

Anônimo disse...

“Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína” Jair Messias Bolsonaro. Continua com suas gozações inoportunas. Compatriotas sofrendo e morrendo aos milhares e ele rindo debochadamente. E se diz religioso e patriota. Temos que por um paradeiro nisso.

Marco Antonio Gonçalves disse...

Zelador, ontem o secretário de saúde afirmou na página da prefeitura que o protocolo do hospital é administrar cloroquina. Segundo ele, existem estudos que comprovam a eficácia da cloroquina. A pergunta que eu faria se essa administração aceitasse perguntas é qual é este estudo (valendo, obviamente, somente estudos sérios) e se a propaganda do uso da cloroquina pela prefeitura não é uma jogada política, já que ele é candidato (a vice, por enquanto) e sabe da forte base bolsonarista da cidade. Mas como sabemos, as perguntas ficarão sem respostas.

Edson Riera disse...


Caro Marco Antonio,

A que ponto chegamos. Assistir muitos responsáveis pela saúde desprezar a ciência médica. Sobre Jair receitar, até entendemos. Uma cópia do guru Trump.

Na realidade, entramos na fase das orações.

Abraço

Zelador

Marco Antonio Gonçalves disse...

Zelador, fiz a pergunta no Facebook do secretário.

Ele respondeu: "Marco Antonio Gonçalves , existe uma base de dados que se chama PUB MED, não sei se você é da área da Saúde e se é familiarizado com essa base científica, mas se você acessar e colocar as palavras cloroquine and Sars Cov- 2 aparecerão dezenas de artigos cientificos, tanto positivos quanto negativos em relação ao uso da cloroquina/ hidroxicloroquina.
É importante ressaltar que não é a secretaria municipal de saúde que decide qual protocolo terapêutico a seguir no caso de qualquer doença , ou no caso atual, para o tratamento da Covid-19. Os Hospitais , através do seu corpo clínico, decidem o protocolo a seguir, quando não tem um protocolo consagrado, como é o caso dessa novíssima e terrível doença .
Quanto ao fato de você alegar que é uma decisão política, lamento te desapontar, mas se conhecesse minha formação e atuação profissional não diria isso, sou verdadeiramente um homem da Ciência , inclusive , se você digitar Baracho N.C.V no Pub Med, verá algumas de minhas produções científicas publicadas em periódicos nacionais e internacionais .
Reintero o que falei no vídeo, não temos um tratamento comprovadamente efetivo para Covid- 19 , até o momento, no Brasil e no mundo.
Não sou defensor ferrenho e nem estou apaixonado pela cloroquina, mas é o que temos no momento e se soubermos utilizar , conseguiremos obter alguns benefícios do seu uso, assim como o que ocorreu em Itajubá, onde os 3 pacientes positivos pra COVID- 19, que precisaram de internação no HCI, fizeram uso de cloroquina, além de azitromicina e Tamiflu e se beneficiaram desse tratamento, tendo uma rápida e plena recuperação!!!
Finalizo dizendo que o pré candidato pode ser eu, mas quem usou de politicagem, fazendo esse questionamento , foi você !!!
Fique com Deus!!!"

Depois de me responder, ele me bloqueou. Não pude, nem ao menos, agradece-lo pela resposta.

Abraço

Anônimo disse...

Vcs ai q nao concordam com este remedio me diz uma coisa; TEM OUTRO? VC CONHECE ALGUM MELHOR? DEIXEM DE SER IDIOTAS, NA HORA DO VAMU VER QUERO VER ? VAI TOMAR SOPINHA? AH CHEGA!

Anônimo disse...

Respondeu muito bem o secretario q acho tem muito mais a fazer.

Anônimo disse...

O Dr. Baracho que me desculpe, mas não é possível ser "homem da ciência" e apoiar a prescrição de medicações que não dispoem de evidências de benefícios, tampouco de segurança.

O Dr. Baracho, que não é médico, não deveria se aventurar nesta seara. Lamento que o direito do médico pensar, prescrever e cuidar do paciente tem sido usurpado pelos famigerados "Protocolos" e pelos políticos.

Pacientes: abram os olhos!

"Protocolos" são a usurpação das funções do médico.

Julinho de Adelaide.

Anônimo disse...

Pra quem afirma não haver respaldo científico na defesa da HCQ, sugiro assistir a LIVE com o Dr Zanotto dando uma surra no Dr Boulous .

Depois, ver a lista de referências disponibilizada pelo Dr. Zanotto em .

[Lista de 52 referências sobre as 4-AQs, suas atividades e seu uso antiviral e na COVID-19]