segunda-feira, 27 de abril de 2020

UM POUCO DE HISTÓRIA


No Início do Império Romano, a segurança do Imperador passava a ser prioritária e, por isso, Augusto transformou a guarda pretoriana em sua guarda oficial.

A guarda pretoriana passou a conquistar e exercer muitos poderes no império. Isso porque era a força de maior prestígio, e próxima ao imperador. Assim, passou a atuar não só na defesa cotidiana, mas também na execução de inimigos dos imperadores. Aos poucos a guarda pretoriana passou a ser temida, pois concentrava muitos poderes, participando não só de execuções ou fazendo cumprir as leis do Império, mas, também, dos conchavos e decisões políticas. Muitos eram os Imperadores ou mesmo os aspirantes a Imperador que temiam a Guarda Pretoriana, pois ela era decisiva na escolha do novo homem a governar o império.

A Guarda Pretoriana era importante no jogo político. A formação de uma rede de fidelidade entre os membros da guarda e as forças políticas fez com que houvesse muitos excessos na condução da guarda e principalmente na sua forma de trocar favores. Em dado momento não mais se escolhia um imperador sem a aprovação da guarda. Ou seja, a guarda, criada para proteção do Imperador, passou a representar uma ameaça constante e os imperadores, na tentativa de evitar golpes, insistiam no costume de recompensar os membros da guarda, agradando-os.

Foi Constantino, em 312, que pôs fim à Guarda Pretoriana.

(Ana Luíza Andrade) 

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Analogia zelador? Nos novos tempos da governança brasileira a guarda pretoriana está representada pelo PGR, AGU e agora pela PF e Ministério da Justiça.