sábado, 4 de abril de 2020

PLANO MARSHALL


A medida em que a crise vai avançando, irá se tornar comum no noticiário a citação do "Plano Marshall. 

Primeiro, para os bem poucos que estão chegando agora, George Marshall foi um general dos Estados Unidos, combatente na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Foi também Secretário de Estado da nação americana e ficou célebre por ser autor do Plano Marshall, de ajuda à reconstrução da Europa devastada após a guerra de 1939-1945.

Ao mesmo tempo em que ajudava a Europa, o Plano Marshall servia aos interesses norte-americanos de penetração no continente. Isto porque ajudava a conter o avanço do comunismo, já que o mundo vivia em plena Guerra Fria.

O programa, que foi colocado em prática de 1948 a 1951, envolveu dezessete países e estabeleceu que caberia aos Estados Unidos o controle da política monetária e fiscal dos países europeus durante o período.

No total, 17 países foram contemplados com o auxílio americano: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e a parcela da Alemanha ocupada que posteriormente se tornaria a República Federal da Alemanha.

Um artigo acadêmico publicado em 1991 por pesquisadores do National Bureau of Economic Research, uma instituição de pesquisa econômica ligada ao governo americano, contabiliza auxílio de US$ 13,2 bilhões que, em valores atualizados em março de 2020, correspondem a cerca de US$ 131,33 bilhões.

A maior parte dos aportes foi direcionada a compras de produtos dos próprios Estados Unidos, sendo que 60% foram gastos em comida e insumos para produção agrícola e industrial; outros 16,5% em combustível; 16,5% em maquinário e veículos; e 7% na marinha mercante americana, responsável por transportar os produtos dos Estados Unidos para a Europa. Grande parcela do dinheiro foi doada, e uma parte menor foi emprestada aos beneficiários.

Um outro aspecto importante do Plano Marshall foi a busca por promover o aumento da produtividade dos países europeus. Foram concedidas bolsas para que engenheiros europeus visitassem fábricas, fazendas e minas americanas. Além disso, técnicos foram enviados aos países europeus para avaliar a produtividade dos trabalhadores e elaborar relatórios com sugestões para melhorá-la.

Em tempo: o auxílio financeiro foi oferecido também à União Soviética que, no entanto, recusou a oferta e impôs que outros países do bloco comunista fizessem o mesmo.

Viver é Perigoso

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