quinta-feira, 16 de abril de 2020

PARA OS QUE ESTÃO CHEGANDO AGORA


O AI-5 foi publicado no dia 14/12/1968 - No dia anterior (13/12), em reunião com o Presidente Costa e Silva e todo o ministério, consciente da dureza do Ato Institucional, o Ministro da Educação, Cel. Jarbas Passarinho, disse:

“Às favas todos os escrúpulos de consciência”.

O vice-presidente e jurista mineiro Pedro Aleixo não concordou inicialmente com o ato. Temia o que ele representaria. 

- “O senhor está com medo de mim, dr. Pedro?”, teria perguntando o presidente, general Costa e Silva. 

- “Do senhor, não. Tenho medo é do guarda da esquina”, respondeu Aleixo. 

E de fato, a partir daquele dia, toda esquina, real ou imaginária, passaria a ter um guarda carrancudo a espreitar cada ato cidadão.

Um homem só, o general, poderia intervir no Congresso, Assembleias, Câmaras de Vereadores, Poder Judiciário, Estados e municípios, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, cassar mandatos eletivos, decretar o confisco de bens e o estado de sítio. Instituiu censura e o fim do habeas corpus. 

A partir daquele dia, aconteceu o empastelamento de jornais, revistas. Fechamento de rádios e censura caprichada nas emissoras de televisão. Buscas e prisões a granel e no atacado. Críticos do regime, suspeitos de serem críticos do governo e amigos de críticos do governo foram recolhidos aos porões, sem direito algum.

Viver é Perigoso

3 comentários:

Anônimo disse...

E a familícia Bolsonaro defende a volta do dito-cujo....E o Paulo também...

Anônimo disse...

Paulo Guedes: o novo Delfim.
Bolsonaro: tosco como o Costa e Silva.
Quem serão os novos Golberys?

Julinho de Adelaide.

Anônimo disse...

Este Bolsonaro precisa ler mais sobre Costa e Silva, vai q ....kkkk