quarta-feira, 22 de abril de 2020

MANAUS


Temos um apego especial pelo Amazonas e em especial por Manaus. Lá vivemos por cinco anos e nos relacionamos, de longe, por quase a vida toda. Grandes amigos.

Com minha família, cheguei lá com 30 anos. Seguimos juntos, em visitas, negócios, contatos, pela vida toda.

Nos sentimos abalados com a situação de calamidade na saúde vivida de Manaus em decorrência do coronavírus.

Doeu muito ver o Prefeito Arthur Virgílio chorando ontem, quando de uma reportagem, dando conta de sua impotência em enfrentar a pandemia.

Conheci o Arthur Virgílio, apresentado pelo Pastor Caio Fábio Filho, lá pelo final dos anos 70. Eles eram amigos de juventude agitada vivida no Rio de Janeiro. Para quem está chegando agora, o Arthur Virgílio é diplomata. Foi deputado federal e senador da República. Estive algumas vezes no seu gabinete no Senado. Bom de se ouvir. Um tucano de esquerda.

Manaus, desde o governo Gilberto Mestrinho, ficou muito ligada a Itajubá, com ênfase a nossa Escola de Engenharia. O governo do Estado incentivou, de formas diversas, a vinda de jovens para estudar na terrinha. Muitas "repúblicas" e até um time de futebol.

O próprio governador Mestrinho, aqui esteve numa visita especial (trouxe na comitiva a Miss Amazonas Hermengarda Junqueira) e participou de um jantar (tartarugada do Club Bar ). A azarada tartaruga virou um quadro com detalhes amazônicos, pintado pelo artista itajubense, João Luís, tendo ficado exposta no restaurante por muitos anos.

Grandes amigos: Fernando Bonfim, os irmãos Daou, Jalser, Paulo Leão, Toinho, Marinho. Lá conheci e conversei com Thiago de Melo e com o mineiro, que vivia num barco vagando pelo interior do Amazonas, Mario Palmério (Chapadão do Bugre e Vila dos Confins).

Inesquecível, o Chico Preto (que era loiro e com os olhos azuis). Sócio do Jalser nas lojas "Carroussel" e dono de Hotel Rio Mar, onde ficaram hospedados quando de uma visita/pescaria, os meus tios Oswaldo, Mário e meus primos Luzimar e Carlos Riera. O Chico não deixou ninguém pagar pela hospedagem.  

Também amazonense e manauara, o meu grande amigo e filho, Pedro Riera.

Viver é Perigoso

Um comentário:

Anônimo disse...

Sobre as mortes as valas coletivas e o cortejo de carros funerários em Manaus, Recife e Fortaleza nem um pio do governo. Agora sobre o relaxamento do isolamento em Sta. Catarina comemoração. A imagem daquele lindo shopping de Blumenau abrindo e cheio de gente com um recepcionista tocando sax é preferível. Podemos pagar muito caro por mais essa incessibilidade. Pedro Paulo